23 de junho de 2010

Uma parte de mim

Era assim há meses. Saia a pensar como ia ser, como daria a notícia e como essa iria ser recebida, fui-me despedindo secretamente, intimamente, aula a aula, exercício a exercício, correcção a correcção, música a música... dos gestos, das expressões, das vozes. É uma despedida voluntária, necessária mas pesada, com o peso de tudo o que é incomensurável e deixa-me dorida.
Deixou de ser secreta e íntima e estou ainda mais dorida, pelos gestos, as palavras, as expressões que de todas as formas me tentam demover e há olhares que cavam dentro de mim à procura de respostas para o futuro que não posso dar.
Falta pouco, sei das lágrimas e dos abraços, vai ser duro.

6 comentários:

  1. Olá!
    As decisões mais importantes da nossa vida são, normalmente, as que nos custam mais, mas também são as que nos deixam melhores recordações.
    Coragem!!
    Beijinhos

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  2. Olá Ana! Pois é, esta é mesmo difícil mas tem de ser para minha sanidade mental, saúde física e bem-estar familiar. Mas vou ter saudades. Obrigada e beijinhos

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  3. ó pá detesto despedidas...

    Mas tens de pensar em ti e fazer ver isso aos que te despedes...

    Um abraço****

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  4. JS , é isso, não há outra forma e acabam por compreender. beijinhos

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