6 de julho de 2010

Mulheres fascinantes

Há vários tipos de mulheres que admiro profundamente por motivos diferentes. Há um desses tipos que me fascina.
Não têm doutoramentos, não têm profissões radicais, não são estrelas de cinema nem cantoras, não são cultas nem viajadas, falam apenas português.
São mulheres que não suscitam um segundo olhar excepto, talvez, para a caricatura.
Mas são mulheres que não obstante a sua iliteracia e os limites aos seus horizontes são verdadeiras matriarcas que tomam as rédeas de uma família inteira, dos filhos (seus ou não), dos irmãos, dos sobrinhos, dos netos, muitas vezes dos bisnetos e que se impõem pelo saber cuidar e pela presença constante em todos os momentos, muitas vezes austeras, algumas vezes carinhosas. Mulheres que sabem exactamente quando fazer crescer a sopa para levar também à vizinha mesmo que não lha peçam e sem ficar para ouvir agradecimentos.
Uma estirpe de mulheres em vias de extinção com um forte sentido de responsabilidade, solidariedade, honra e respeito que não adquiriram nos bancos da faculdade e com uma sabedoria que não se mede num teste de QI.

5 comentários:

  1. Esta mensagem vem um pouco a propósito da notícia do Jornal da Tarde, sobre gravidez a partir do 40 anos. Espero não ofender ninguém mas, de certo modo, as mulheres de hoje em dia estão a adoptar comportamentos de homem! A saber:
    - Saem de casa dos pais cada vez mais tarde;
    - Casam-se tarde;
    - A carreira está em primeiro lugar, pois não vão ficar a depender economicamente de outra pessoa;
    - Têm o primeiro filho entre os 30 e os 40 anos, se tudo o que foi descrito atrás correr bem à primeira...

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  2. Hugo, isso é uma condicionante dos tempos actuais e da emancipação feminina que, em parte, não aconteceu com o tipo de mulheres que descrevi desde logo porque não tiveram acesso à educação que, no tempo delas não era obrigatória. Hoje em dia uma mulher que fica em casa com os filhos é por fatalidade (desemprego) ou por opção própria e não imposição da sociedade ou do marido. Hoje em dia a mulher vê-se obrigada a ser super-mulher, trabalhar na sua profissão, trabalhar em casa, ser mãe e esposa perfeita e tem sempre de dar muito mais provas de competência em todas as áreas.

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  3. Olá!
    Lá está uma grande verdade. E é uma capacidade que não se aprende na escola, só na da vida!!
    Grandes mulheres em vias de extinção!!
    Beijinhos

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  4. Olá Ana! É verdade, são mulheres tão genuínas com uma capacidade de entrega tão grande e por vezes tão difícil para quem está habituada a racionalizar e a intelectualizar tudo que me fascinam completamente. São mulheres para quem ser doméstica/dona de casa/ mãe/ esposa não é uma obrigação mas sim uma missão. Não são submissas não se deixam dominar e a casa é efectivamente o seu reino.

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  5. ...e essas mulheres têm um valor incalculável, sendo também muitas vezes mais interessantes e cativantes que algumas com formação académica.

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