28 de julho de 2011

A justiceira que há em mim

Dou por mim a imaginar vestir-me toda de preto, colocar uma longa cabeleira ruiva e dentro da carteira só um punhal, reluzente. Imagino-me a rodear um carro topo de gama e com calma, estilo (nunca se sabe quando está uma câmara apontada a nós) e precisão cirúrgica, furar-lhe os quatro pneus, daqueles muito bons, muito caros.

Acho que vi muitos episódios d'O Justiceiro e da Missão Impossivel em criança

26 de julho de 2011

Coisas que estranho

Há pessoas que conseguem ouvir música (mesmo da que gostam) sem mexer um único dedo, sem levantar uma sobrancelha... É-me fisicamente impossível, já tentei.

11 de julho de 2011

Sentido único

Não há volta a dar. Há momentos que não se apagam nem são passíveis de compensação à posteriori. Vivemos numa estrada com sentido único, podemos procurar a rotunda mais próxima para inverte-lo mas o conta-kilometros não volta atrás. 

10 de julho de 2011

(In)seguranças

Quando só e em locais públicos caminha rápido, passos firmes ( sabe-se que está a chegar sem ainda ser vista), direita, não vê ninguém e só pára no seu destino, vá passear, fazer compras ou trabalhar.
Talvez isto se confunda com arrogância mas é só um camuflar as inseguranças que as fragilidades só se permitem portas dentro.

9 de julho de 2011

Morrer de amor

"O teu tio-avô, aquele que morreu de amor,..." diz-me quando dele quer contar alguma coisa. Desde sempre ouço deste irmão do meu avô que, ainda jovem, morreu de amor. Pergunto-me se alguém morre de amor e acho que sim que se pode dar a vida por amor de alguém. Mas não ele que ele morreu foi de desamor. Ou deixou-se morrer por fora depois da traição da amada o ter morto por dentro. Mal amado deixou de se amar, deixou de comer, quedava-se à chuva e ao vento, abriu o corpo e a alma à doença e deixou-se ir.
Será para sempre "o que morreu por amor" ao que eu invariavelmente contradigo que ele morreu foi de desamor. 

1 de julho de 2011

Nos baixos do Mondego


Aqui onde moro o rio está mais próximo do seu destino, o céu enche-se de cegonhas, corvos e milhafres e há muitos verdes, amarelos e castanhos.

Às vezes apercebo-me disto. E fico grata.