9 de julho de 2011

Morrer de amor

"O teu tio-avô, aquele que morreu de amor,..." diz-me quando dele quer contar alguma coisa. Desde sempre ouço deste irmão do meu avô que, ainda jovem, morreu de amor. Pergunto-me se alguém morre de amor e acho que sim que se pode dar a vida por amor de alguém. Mas não ele que ele morreu foi de desamor. Ou deixou-se morrer por fora depois da traição da amada o ter morto por dentro. Mal amado deixou de se amar, deixou de comer, quedava-se à chuva e ao vento, abriu o corpo e a alma à doença e deixou-se ir.
Será para sempre "o que morreu por amor" ao que eu invariavelmente contradigo que ele morreu foi de desamor. 

3 comentários:

  1. :) Também acho que não se pode morrer de amor, mas sim pela sua não concretização (e o texto está lindo! :) )

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  2. Pedro- Naquele tempo "morrer de amor" era a expressão mais usada para definir os, muitos, que por depressão e desgosto cediam à tuberculose. Remete-me sempre para a Teresa do "Amor de Perdição" ... Obrigada pelo elogio mas são estas pequenas histórias e lembranças que me inspiram ainda que não as saiba desenvolver.

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  3. Concordo contigo, foi de desamor. que história triste...
    beijinhos

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