11 de dezembro de 2013

Resistência ou teimosia?

Ando há muito a resistir e a insistir. A resistir a depressões, desanimos, desalentos, desapegos. A insistir num sorriso na cara e num sonho na alma ainda que a perder cor e ganhar pó . 
Alimentado apenas pela auto - comiseração este meu querido recanto esta enfadonho e negativo, um espelho para onde me custa olhar mas que não quero tapar ainda. Vou insistir e resistir mais um pouco.
 

28 de novembro de 2013

7 anos

Sete anos e um infinito de recordações . Parabéns ao meu filho mais velho preferido!

26 de novembro de 2013

Velhinha velhinha...

Percebi que sou velha, os meus 37 anos são velhos. Nem é porque já tenho cabelos brancos e rugas, nem porque o joelho esquerdo me apoquenta e as costas se lamentam.É porque me alimento de recordações , movo-me a memórias . 

16 de novembro de 2013

Primeiro duplo aniVersário

Hoje é o dia V, um dia com sabor a vitória olímpica, óscar e Nobel.
Os meus pinipons completam o seu primeiro ano de vida, temos muito a comemorar!

9 de novembro de 2013

Lego

Estou há muito a tentar construir um lar, falta-me sempre uma peça.

8 de novembro de 2013

Casa Ensombrada

Por força das circunstâncias desta minha tri-maternidade- pouco- mais- que- solteira, voltei para casa dos meus pais, mais perto das escolas e onde, efectivamente, há mãos (e vontade) para ajudar. Cada vez menos vou a minha casa e para casa assombrada pouco lhe falta, talvez os móveis cobertos com lençóis brancos. Incomoda-me a escuridão, o silêncio e o frio que lá se instalaram mas o que mais me fraqueja os nervos são os quartos dos meus filhos e a sala onde brincam arrepiantemente arrumados. Venho de lá invariavelmente doente... da alma

6 de novembro de 2013

Silêncios

Crescem em mim como trepadeiras sufocantes.

2 de novembro de 2013

E se...

...nas igrejas houvesse um desabafassionário a par do confessionário (que pressupõe pecados)?! Eram filas...


1 de novembro de 2013

Novembro

 Ouço sinos, sinto borboletas e vejo estrelas cadentes, o meu mês chegou finalmente!

31 de outubro de 2013

O que significa isto?

Já conhecia os meus sonhos recorrentes de trás para a frente e até tenho a minha interpretação para cada um. Já não me bastava sonhar com uma onda gigante (sim daquelas da Nazaré) que me leva e me afoga; com casas com quartos e mais quartos e passagens e portas e portinholas; com um leão que  entre mim e ele tem apenas uma cancelita de madeira que qualquer caniche é capaz de saltar; com o quarto da maternidade onde estive e do qual quero sair mas consigo porque não tem porta, agora tenho um novo. Sonho que estou a voar, umas vezes é no espaço no meio das estrelas e outras é por cima das cidades mas é sempre maravilhoso e os quilómetros que faço a voar e que manobras aéreas!
O que se seguirá neste meu mundo paralelo?!


Por uma razão apenas

Queria muito ser rica apenas para não precisar de pensar em dinheiro nenhum.
 E  sim, o dinheiro (e não precisar de pensar nele) trazer-me-ia felicidade, muita, por ter a única coisa que verdadeiramente ambiciono: a minha família junta, a minha casa completa.

29 de outubro de 2013

Relações Angola-Portugal

A nossa mudança de hora não ajuda nada. Fica registado.

28 de outubro de 2013

Abalroada todos os dias

Por volta das 9h30, depois de alimentar, preparar e vestir dois polvinhos frenéticos; acordar e fazer levantar um preguiça lindo, pôr gotas e pomadas à (hipocondríaca) avó e pelo meio ainda conseguir vestir-me (às pinguinhas) e apanhar o cabelo (essa parte do "uniforme" já está instituída há muito), e de deixar tudo entregue, já me passou um comboio por cima. Depois lá me arrasto até conseguir tomar o pequeno almoço e ganhar mais uma vida.

26 de outubro de 2013

A Mudança da Hora

Posso bater o pé, cruzar os braços enquanto empino o nariz e viro a cara para a direita e dizer "Não quero e não faço!" ?

25 de outubro de 2013

Casa de Bonecas

Como já aqui referi adoro Casas de Bonecas. Achava que se um dia tivesse uma menina poderia então ter uma dessas casas, vitoriana de preferência, mas, afinal de contas, preciso mesmo dessa "desculpa" para o meu capricho? Claro que não, e o Correio da Manhã facilitou-me a vida com esta edição em fascículos. É desta que vou ter a minha Casa de Bonecas "gigante", toda decorada comme i'l faut, sinto-me uma criança na montra dos doces.


Aqui fica uma amostra que é em simultâneo mais um foto-exercício (ainda que não esteja do meu agrado)



São génios verdadeiros

Conversa entre duas das minhas alunas mais pequeninas:

-"E eu sei que a professora tem dois bébés!"
-" E eu também sei e são génios verdadeiros!"

Delicioso!

24 de outubro de 2013

Foto exercício

Com a ajuda de gentis cobaias aqui fica o exercício de hoje:


23 de outubro de 2013

Uniforme de mãe

Estou a ponderar começar a usar um uniforme. A ideia parece-me excelente. Basta lembrar o Steve Jobs, sempre de calça de ganga e camisola de gola alta preta, rápido a arranjar-se de manhã, rápido nas compras sem ter de pensar "com que é que isto se conjuga? E com que sapatos?", e económico.
A minha dúvida está entre uma bata tipo educadora de infância ou um fato de treino tipo aquelas mães americanas que passam no "What not to wear".  Já estou a imaginar levantar-me de manhã, lavar-me, olhar para um armário minimalista e decidir "hoje vou de fato de treino cinzento, guardo o preto para amanhã", nas meias nem tinha de pensar que as pretas são as mais práticas, calçar as sapatilhas, fazer o rabo-de-cavalo e voilá, pronta para a vida! Menos uma coisa em que pensar logo pela manhã é uma ideia muito agradável, tornar-me ainda mais invisível também.

22 de outubro de 2013

Welcome back

De regresso e para meu grande contentamento, está Downtown Abbey, temporada 4. Já não era sem tempo.
Mas isto faz-me recordar que há quase um ano atrás e quando já só saía da cama para consultas e casa de banho, revi as temporadas 1 e 2 e após o início da 3, fui internada, nasceram os pinipons e entrei noutra novela perdendo o fio à meada. Tinha esperança que antes da temporada 4 fizessem
o mesmo e repassassem a temporada 3 mas não, logo, algumas coisas escaparam-se-me quando vi ontem o primeiro episódio na foxlife, mas contente à mesma!


Principiante

Há muito tempo que não era principiante em qualquer coisa. Não é que não exista uma panóplia de coisas em que eu gostaria de me iniciar mas não posso, não há espaço para tudo e já é tanto que me ocupa os dias (e as noites).
Bom mas lá me dispus, com o aval dos meus pais (sim voltei à adolescência), a fazer um curso de iniciação à fotografia. E o bom que é poder fazer alguma coisa sem qualquer responsabilidade inerente, relaxar um pouco, pensar em qualquer coisa que fuja aos temas maternidade, trabalho, casa, era mesmo do que precisava, ainda que por dois dias. Tendo em conta que a minha relação com a máquina é modo A, apontar e disparar, até considero que aprendi muitas coisas em tão pouco tempo, isto na teoria porque da teoria à prática vão milhas de distância.
Como tudo o que se inicia requer prática, tenho exercícios diários que me propus fazer. Como a disponibilidade para procurar ambientes/cenários mais cativantes é muito pouca e não posso deixar que isso sirva de desculpa decidi que qualquer tema vale para trabalhar técnica e composição.

Exercício 1 - 3 planos distintos

19 de outubro de 2013

Parece-me

Facebook killed the blogosfera...

11 de outubro de 2013

Antecipação

Ainda agora estreou Outubro e todos os meus sentidos estremecem já a pensar no Novembro.

24 de setembro de 2013

A minha wishlist

- Ter o maridinho em casa, ou pelo menos no país, todo o ano;
- Inverter o meu horário de trabalho e ter o fim de tarde para a família como (quase) toda a gente;
- Morar perto dos meus pais;
- Ter paciência infinita para os meus filhos;
- Ter uma bolha actimel à volta dos meus filhos;
- Saber sempre que tomei as melhores decisões;
e já agora
- Ter o cabelo disciplinado de vez.

22 de setembro de 2013

Regresso à normalidade

E um mês depois e já com boa dose de saudade de por aqui andar, regresso-me.
Passadas as primeiras férias a 5 (ainda me soa a novidade este número 5) chegou a estreia dos pinipons na creche, que, alegre surpresa, tem decorrido na mais absoluta serenidade, sem drama de qualquer espécie, meu ou deles. Chegou também o reinicio da escola para o mais velho; a inevitável re-despedida  do marido até ao Natal e o meu regresso ao trabalho agora sim a 100%.  
Retorno à minha anormal e pesada normalidade.

22 de agosto de 2013

Hoje é um Grande Dia

Agora os nossos Grandes Dias são os dias de regresso do Mr. Husband, Big papá. Pena que para um Grande Dia há sempre um Grande Dia de M#&$a 15 dias depois...

21 de agosto de 2013

Vá-se lá saber porquê

Tenho sempre "inveja" de quem foi viver para a Holanda, ou para a Austrália. Acho que queria morar assim em países "boa onda" e  com pessoas de bem com a vida.

20 de agosto de 2013

As certezas dos vinte

Aos 20 tinha uma série de verdades irrefutáveis e certezas absolutas.
Casamento? Jamais que eu seria uma mulher de carreira (seja lá o que isso for) dedicada sem espaço para compromissos eternos. Filhos?! Que absurdo, isso é apenas um egoísmo dos adultos que querem perpetuar a sua semente neste mundo. Namorado? Sim claro, porque não? Desde que mais velho do que eu pelo menos 5 anos e um criativo de preferência. Ah e cada um na sua casa que não haja misturas, independência acima de tudo! Na minha casa só eu, viver em casa dos pais fora de questão, e a minha Golden Retriever Rita (influência do Kieslowsky ou não fosse eu cinéfila então).
Travava batalhas acesas em defesa destes meus ideais, com a família, com os amigos e acreditava verdadeiramente no que dizia.
Na verdade nunca brinquei muito com bonecas no papel Mãe-filha ou professora-aluna nem nunca sonhei com o casamento, nem vestidos de noiva, nunca mesmo. Sempre fui atraída por histórias, filmes ou novelas de mulheres independentes, executivas de sucesso, etc. E por rapazes mais velhos...
Mas tenho de dar o braço a torcer, o amor tudo muda e todas as minhas certezas e verdades foram completamente arrasadas: o marido (pois, casei) é mais novo do que eu (uns míseros 11 meses mas é) e é um matemático por natureza, mais lógico não podia; filhos já cá tenho 3 plantados; o sucesso na carreira é relativo (faço o que gosto mas mal ganho para mandar cantar um cego) e a Golden Retriever Rita nem vê-la.
Se me ressinto? Nem pensar, apenas cresci e aprendi que o que é verdade hoje pode deixar de ser a qualquer momento dependendo da porta que abrimos ou da rua que escolhemos.
A Golden Retriever, Rita, essa parece-me que ainda vou concretizar lá para os 60 quando já estiver sozinha com o meu marido de 59!

17 de agosto de 2013

Casamentos

 Há os que passam na prática e chumbam na teoria e os que só se safam  no papel.

12 de agosto de 2013

Não me levem a mal

 Mas ouvir mães de um bébé queixar-se das noites mal dormidas, do trabalho que dá, etc, dá-me vontade de gritar, ou de fugir, ou das duas coisas em simultâneo. Só não o faço porque também já fui mãe só de um. Neste momento, para mim, com um filho de 6 anos que mais parece um adolescente e dois com 8 meses que querem sempre as mesmas coisas ao mesmo tempo, todas essas queixas são perfeitamente rídiculas e só servem para me encher um pouco o ego e pensar de mim para mim (e sem pudor): "uau, 3 filhos e sem o maridinho, rapariga (sim, que no meu íntimo continuo uma miúda) tu és o máximo, bom trabalho!"

Ainda as perguntas "difíceis"

Voltando ao post anterior, na realidade as perguntas ditas difíceis do meu filho mais velho, com 6 anos, não me causam qualquer desconforto, antes pelo contrário, encantam-me. São sinal que é curioso, que quer compreender o mundo em que vive, que é inteligente, que é são. Surpreendem-me muitas vezes, isso sim, apanham-me de surpresa, é verdade, mas nunca me chocam e responder a elas é dos melhores desafios da maternidade. Não é que lhes dê respostas elaboradas ou que me alargue para além do que questionou mas procurar analogias em coisas que já conheça ou desconstruir as ideias até à sua essência para que se adaptem à faixa etária é um exercício simplesmente delicioso. As perguntas não são difíceis, difícil é descomplicarmos o nosso cérebro já com tantos pré-conceitos e preconceitos e atingir aquele estado de pureza que há tanto nos fugiu.

11 de agosto de 2013

As coisas que ele sabe e que eu não sei que ele sabe

-"Mamã, uma senhora sem homem pode ter filhos?"
- "Sim, filho, pode, vai conversar com um médico e estudam várias opções para colocar uma sementinha no útero dela ou então pode adoptar uma criança".
-"Então e os gays também podem ter filhos?"

E assim fiquei a saber que o meu filho já reconhece diversos tipos de famílas.

8 de agosto de 2013

Quem brinca ao quê?

A propósito deste post do We'll always have paris : se as familias muito "bem" têm muitos filhos e os mais desfavorecidos também, estarão os primeiros a brincar aos pobrezinhos, ou os segundos à nobreza?

7 de agosto de 2013

5 de agosto de 2013

A "tia" Aurora

Bonita e de nome auspicioso, morreu de solidão, num domingo de Agosto, a olhar as gentes na praia da Nazaré.

29 de julho de 2013

Porque as mães não são assim

Deve ter sido um homem a inventar a mãe do Ruca.

27 de julho de 2013

Não quero tirar o sono a ninguém

Agora como aos 16 queria uma Vespa, agora como então a minha mãe não deixa.

25 de julho de 2013

O amor é cego... e lindo

Há muita gente, não necessariamente velha, que se ofende com os casalinhos de adolescentes que se escondem nas traseiras de um prédio, que se beijam na via pública. Consideram falta de respeito, provocação até. Até pode ser mas eu acho lindo, não consigo evitar, não consigo sentir-me desrespeitada de forma alguma porque sei que naquele momento para aquelas duas almas não há trânsito nem transeuntes, estão cegos para tudo o resto que não o outro e estão a construir memórias únicas. Posso até fazer de conta que nem os vejo mas no meu íntimo sorrio-lhes sempre.

24 de julho de 2013

Pano para muitas mangas daria isto mas sou preguiçosa

Felizes os que acham que traição se resume à troca de um corpo por outro.

Egoísta me confesso

Estou cada vez mais insensível a determinadas queixas alheias, mal começam, já desliguei, vejo uns lábios a mexer e aceno com a cabeça de quando em vez. Ou há quem se lamente por desporto ou embruteci de vez.

14 de junho de 2013

V.I.P.

V.P.I. ainda significa "Very Important People"? Ando um pouco confusa...

Realidade à parte

Ouvi um psicólogo qualquer na televisão dizer : "Nos primeiros 18 meses de vida da criança o principal papel do pai é o de dar suporte emocional e estabilidade à mãe". Gosto tanto de os ouvir falar, parece que vivem no planeta Ruca. Não sei se ria se chore.

12 de junho de 2013

Pai herói

O meu pai é o novo herói das minhas amigas. E muito justamente, não conheço igual.

9 de junho de 2013

Reclamações

Quando há dois anos tivemos umas "férias" inesquecíveis apenas pela chuva e frio e não se pôs os pés na praia; quando no ano anterior se passou as férias em casa de repouso forçado e sozinha com filho e se adivinha para este ano um Agosto (único mês em que posso ter férias para mal dos meus pecados) de frio e chuva e não se tem verba para as Caraíbas, reclamamos com quem?? Onde posso debitar a minha frustração?? Não tivesse eu vergonha dos vizinhos ia ali à minha varanda gritar...

Procuro elixir da eterna juventude

Sinto-me ultimamente a viver em stand by; suspensa em promessas para o futuro. Temo que esse futuro chegue apenas quando a minha energia esteja perto de expirar  por isso e só gostava de conhecer o tal do elixir da eterna juventude.

30 de maio de 2013

Conforme prometido

O Vento nos Salgueiros, 1983

29 de maio de 2013

GPS da felicidade

Isto funciona-me como um mantra ou um suplemento alimentar...do espírito


Salamanca
Baiona
Portalegre
Unhais da Serra
Miranda do Douro
Madrid
Fuengirola
Porto
Gimonde

Pergunto eu

Mas o que se passa com os franceses? Não têm mais nada que fazer?
 Que é feito da "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" ?

27 de maio de 2013

Coisa para me pôr doente

Ouvir o meu filho mais velho, que sempre adorou o ballet, dizer que não quer ir mais às aulas, não porque não goste mas porque quer ser um menino como os outros do colégio (e não ser gozado) parte-me ao meio, faz-me doer as entranhas todas e escalda-me a alma. Lá lhe explico que claro que ele é um menino como todos os outros do colégio, se há meninos que se riem é porque não sabem o que é o ballet, e que simplesmente há meninos que gostam de umas actividades e outros de outras e que TODAS as actividades são para meninas e meninos, é uma questão de gosto. E ele vai, sempre, e volta todo feliz e entusiasmado.
E isto deixa-me zangada e revoltada não só como mãe mas como professora de ballet, é como remar contra a maré passem os anos que passem. E deixa-me triste com a sociedade em que vivemos, pobre, paupérrima, ignorante, pouco mais do que analfabeta (os nossos filhos são o espelho da sociedade onde vivem) e apetece-me sair daqui para fora e ir educar os meus filhos para onde a cultura, a informação e formação sejam reais e não apenas uma camisolinha que se veste para os outros verem.

22 de maio de 2013

O adubo do amor

Construir memórias felizes está para o amor como a água para as plantas.

21 de maio de 2013

As palavras não estão nada gastas

Eugénio de Andrade que me perdoe mas as palavras não estão gastas. O que lhes falta é forma onde encaixar e, nesse caso, e por excesso de leveza, leva-as o vento.

20 de maio de 2013

Moda masculina

Noite de insónia, 10 minutos percorrendo a programação nacional e chego a uma conclusão inegável: a barba está na moda. Como em tudo nas modas, não é para todos.

19 de maio de 2013

Vinga agruras, cansaços e frustrações

Há quem tenha um saco de boxe eu tenho uma passadeira, a minha nova melhor amiga.

Modalidade que tenho de aprender

Egoísmo (ego + ísmo) é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar os seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona.

16 de maio de 2013

6 Meses

Os Pinipons completaram hoje 6 meses de nascidos, 4 de idade corrigida.
Cheios de vitalidade e saúde os seus sorrisos enchem a casa toda a lembrar que as provações passadas são mesmo passado e a dizer-me "não temas mamã".

15 de maio de 2013

Recuperação pós-parto - primeiros passos

Tenho de voltar à forma nem que a vaca faça o pino. Não posso trabalhar a sentir-me com 93 anos, não estou disposta a abdicar de todo o meu guarda roupa e, acima de tudo, quero voltar a sentir-me bem e segura com a minha imagem e dinâmica do meu corpo.  

Dia 1 -  25 minutos de passadeira, caminhada e corrida logo pela manhã aproveitando o sono dos bébés após o seu pequeno-almoço

Não gosto nem consigo fazer dietas restritivas mas sei que cometo muitos erros alimentares relativamente fáceis de corrrigir. Apoio-me no bom senso para substituir os meus pecadilhos (batatas fritas; salgados; muito açucar nos cafés, chás etc)  por opções mais leves e consumir mais aquilo que por preguiça consumo pouco: água, fruta, iogurtes e fibras.

Por norma não tenho grande força de vontade para estas coisas mas a realidade é que nunca precisei muito, do meu primeiro filho voltei à roupa pré-gravidez assim que sai da maternidade mas, claro, a idade era outra. Vamos ver se consigo manter-me motivada para o meu plano de ataque! 

13 de maio de 2013

Regresso ao trabalho

Regresso ao trabalho pós- gémeos, primeiras duas semanas:
- Será que ainda estou sob o efeito da anestesia ?!
- Tenho mesmo de ter espelhos em todo o lado?!

Resumindo, parece um novo trabalho de parto... com forceps...e ventosas

13 de abril de 2013

2ª Via

De há uns tempos para cá, principalmente depois que os pinipons nasceram que tento pôr em prática algumas ideias para simplificar as coisas cá por casa. A família cresceu e tendo que prescindir do quarto de hóspedes (que era mais o quarto da tralha vá) vejo que tenho muita muita coisa (roupa, acessórios, calçado, livros) que mais não fazem do que encher armários e estantes. De todas essas coisas algumas já foram doadas, outras, em estado pouco recomendável, foram para o lixo e o restante coloquei à venda no 2ª Via, peças em excelente estado, de boa qualidade a preços de mega saldo.
Apresentações feitas, aqui vai: 


8 de abril de 2013

Estranhos afectos

Se há coisa sem a qual não passo cá em casa é a minha torradeira. A minha maravilhosamente feia torradeira. Não me venham com tostadeiras nem com torradeiras daquelas que fazem saltar as fatias para fora, nem mesmo o pão no forno me satisfaz. Só esta torradeira vintage (é mais giro dito assim) me proporciona os poucos momentos de comida de conforto actuais: pão torrado com manteiga. O meu marido não gosta dela (apesar de ter sido ele a comprar-ma porque queria igual à da minha mãe): que deixa um rasto de migalhas atrás, que é feia, etc e já por diversas vezes ma tentou esconder, que é como quem diz, colocá-la no topo do armário mais alto da cozinha onde nem com uma cadeira chego, mas não adianta, não há pão torrado tão bom (qualquer tipo de pão cabe aqui) como o que sai daqui.



6 de abril de 2013

I'll always have

as memórias de um sonho para um futuro que não o foi.

Livros de marca

Filho : "mamã, agora que terminamos (O Vento nos Salgueiros), o que vamos ler a seguir?"
Eu : "enquanto não escolhemos e decidimos podemos ir lendo as tuas histórias normais (livros com um conto que se lê de uma vez ao deitar)"
Filho: "não quero desses, só quero livros de marca!"
Eu (estarrecida): "Livros de marca?!"
Filho: "Sim, claro, daqueles que temos de pôr uma marca para sabermos onde vamos no dia seguinte!!!" (com cara de quem diz "dahhh").

Lógico.

Mais um livro delicioso

Há muito que queria partilhar esta maravilhosa aventura com o meu filho, chegou a hora, ou melhor as horas porque nos levou (necessariamente devido à sua idade e aos seus horários) várias ao longo de duas semanas e muito graças à boa vontade dos avós que se encarregam cada um de um bébé para não prescindirmos destes momentos. Sempre adorei esta maravilhosa história acerca de um estranho grupo de amigos: o rato, o toupeira, o texugo e o estrambólico sapo e o meu filho adorou também. Para além do mais esta edição da "Tinta da China" é um verdadeiro capricho.


Quando lhe disse que já vi esta história em desenhos animados na televisão, quando era miúda, ficou todo entusiasmado, vou ter de andar à procura para lhe mostrar.


23 de março de 2013

I'll always have

...O (bom) cinema a que assisti.
(Porque agora é só Pandas e babys first)

22 de março de 2013

Mulheres amargas

As mulheres não nascem frias, secas, amargas. Se as há assim é porque um dia a vida azedou a sua sensibilidade, estou certa.

21 de março de 2013

Como nos filmes #3

Numa altura em que já ninguém pedia namoro a ninguém, muito menos antes de já se terem beijado, amassado etc, ele chegou junto dela, à hora marcada para o café, e antes do que quer que fosse tirou de dentro do casaco uma rosa vermelha e perguntou-lhe, a medo, "queres namorar comigo?".

19 de março de 2013

Testados

Bolo de natas - aprovado
Bolo de chocolate de microondas - aprovado
Bolo de cerveja - aprovado
Bolo de café - chumbado ( blahc)

Dia de S. José

Hoje cá em casa comemora-se o dia de S. José com miminhos à distância ao Mr. Husband e um bolinho de café (nova Cat-invenção culinária) ao avô da casa (depois conto se foi aprovado ou não).




17 de março de 2013

Em stand by para o mundo

Vamos em 229 dias de não fazer nada produtivo; de engorda; de não ter uma conversa que não seja relacionada com a maternidade; de viver numa realidade paralela; de pensar muito, demais, em demasiadas coisas e chegar sempre às mesmas conclusões, de que não tenho soluções.

16 de março de 2013

I'll always have...

... As viagens/passeios que fiz.
(Porque agora só se for a pé e acampar debaixo da ponte)

15 de março de 2013

Maravilhas da maternidade

O banho em duodécimos. Muito bom...para a gripe!

Cativou-me

 Como posso ficar indiferente ao papa que escolhe Francisco para o seu nome?

14 de março de 2013

Como nos filmes #2

Dançavam a última música do concerto, cheio, do Lloyd Cole, e continuaram no meio do recinto quando este acabou. O tempo tinha parado e quando deram conta não havia mais ninguém, excepto eles, a dançar sem música.

E desse lado, cenas de filme a que tenham assistido/vivido na vida real?

10 de março de 2013

S/T

Será que quando começamos a ponderar as palavras com receio de ferir susceptibilidades é sinal de que devemos ir pregar para outra freguesia?

9 de março de 2013

I'll always have...

...os livros que já li.
(Porque agora é só literatura infantil e vou com sorte)

8 de março de 2013

Sabemos que o nosso cérebro anda amarfanhado quando...

...levamos os nossos bébés a uma consulta um mês antes!
Pois hoje levanto-me as 06h30 da manhã, num stress para levar o mais velho ao colégio e estar às 8h30 no Hospital pediátrico com um dos gémeos para uma consulta de otorrino sem atrasos. Chego lá muito a tempo, cerca das 08h20 e revejo a carta do hospital para verificar qual o piso da consulta mas o que vejo é : consulta dia 8... de Abril!! E mais: é às 10h30 e não às 08h30!
Foi ou não foi um bom início de dia?!

Crónicas de uma nova vida #8

Esta será a última destas crónicas. Tiveram inicio numa altura de profunda solidão na minha vida, a pior das solidões, aliás, que é aquela que sentimos mesmo rodeados por imensas pessoas. Numa altura em que facilmente me poderia ter entregue a uma depressão sem fim não fosse achar que não tinha esse direito, que os meus filhos mereciam mais de mim. Devido à precipitação de toda a situação, que não repetirei porque quem me segue habitualmente já a conhece de sobra, tive os meus filhos sem a presença do meu marido, a trabalhar fora. Não tinha os meus filhos ao meu lado como as outras mães, não tinha o pai dos meus filhos ao meu lado, a minha vida tremeu, a minha alma estremeceu, e os meus olhos não encontravam o que queriam e precisavam. Chegou um mês e meio depois, na véspera de terem alta. E assim foi um mês e meio a percorrer os mesmos corredores, a olhar para o mesmo relógio sempre parado nas 17h45, a comer na mesma cantina, sem a presença da única pessoa que poderia querer ao meu lado, sem a única mão que poderia querer na minha. Não que me faltassem mãos e braços a envolver-me mas não chegavam, nada me chegava, para apaziguar a dor e a impotência de ver os meus filhos a lutar pela sua sobrevivência e fortalecimento e a dor de me ver sozinha perante tudo isso. Foram 29 semanas e meia (desde o diagnóstico às 16 semanas de gestação até à alta dos bébés) de sofrimento, medo e solidão como nunca tive na minha vida. Não se passa por isso incólume, há marcas e mágoas que não se apagam, ainda que se ultrapassem.
Foi aqui neste meu espaço que encontrei alguma paz escrevendo sem saber sequer se alguém me leria, tão longa havia  sido a minha ausência. Mas ver o que sentia preto no branco ajudou-me a manter a objectividade, e todas as palavras de apoio e retorno que fui recebendo aqui e no meu mail foram uma espécie de âncora num navio que navegava em desequilíbrio e agradeço-as todas do fundo do meu coração. Conheci também um espaço de partilha fantástico, grupo (fechado) "Mãe de Gémeos" no facebook onde me senti verdadeiramente compreendida pois conheci as histórias idênticas ou piores do que a minha de muitas outras mães e onde sempre recebi ( e recebo) palavras de incentivo, ânimo e carinho de pessoas que não o fazem por obrigação mas por genuína empatia. E se descobri super-mulheres por lá... 
Agora os bébés estão bem, e estão integrados na dinâmica familiar com toda a normalidade ainda que com as especificidades que a sua condição de prematuros exige. Terão sempre uma história de inicio de vida especial mas a sua existência é transversal à minha, à do pai e à do irmão e por isso estas crónicas numeradas que davam conta dos seus progressos e da minha vida enquanto mãe de prematuros internados chegam ao fim. Continuarei a falar dos meus valentes bébés mas achei que as crónicas mereciam um último episódio condigno, um ponto final que marcasse uma nova etapa  das nossas vidas.

7 de março de 2013

Como nos filmes #1


Sentados no chão, à porta da sala, sem que mais ninguém tivesse ainda chegado e enquanto não tocava a campainha, falavam de tudo um pouco, música, filmes. Há semanas que andavam num namoro que não o era ainda nem deixava de o ser já, naquele encantamento que só se tem aos 15 anos. Num momento em que ele olhou para o outro lado ela arriscou tudo, chamou-o e quando se virou roubou-lhe um beijo. Foi o seu primeiro e único furto.


 Todos temos pequenas "cenas de filme" na nossa vida protagonizadas ou meramente assistidas por nós  que dão cor às nossas memórias. E quem passa por aqui que cenas de filme tem para partilhar?

6 de março de 2013

Palavrões

Já li sobre este assunto pela blogosfera fora mas não tendo propriamente o dom da originalidade também eu quero opinar sobre isto. Porque há palavras que não o sendo soam-me a palavrões horrendos e há uma de uso corrente que odeio (ouvir e dizer), aqui vai: maçaneta (até escrita é feia)! Há muitos mais mas esta dá cabo de mim... Coisas parvas eu sei.

Sintam-se à vontade para partilhar as vossas palavras mal-amadas da nossa língua.

5 de março de 2013

Hoje Maegyvarizei

A convite da Pólo Norte mamã, deixei o meu testemunho como mãe de gémeos no Maegyver


Segredo (que eu sei que é parvo mas é verdadeiro)

Aqui que elas não me vêem, tenho vergonha de retomar as aulas e as minhas alunas verem a barriga de gelatina que teima em não ir embora...

4 de março de 2013

reencontros

Vi-o à minha frente, parado, de costas voltadas. Só precisei de uns segundos para confirmar que era ele, a mesma sobriedade, a mesma robustez. Trouxe-me saudade e recordações, apeteceu-me ve-lo mais de perto, tocar-lhe, saber por onde tem andado e se está bem mas achei melhor não, passado é passado. Mas gostei de o ver. O primeiro carro do meu marido, o que tinha quando nos conhecemos e onde começamos a namorar, aquele VW comercial cinzento que há-de ficar para sempre nos nossos corações!

3 de março de 2013

É sentido

O meu aplauso, de pé, a todas as Mães (Mães, não progenitoras) solteiras ou quase, deste mundo!

28 de fevereiro de 2013

Literatura infantil



O meu filho mais velho (ainda me soa estranho dizer isto, ainda me soa a novidade) para grande alegria minha, está a descobrir a literatura. Atrevo-me mesmo a dizer que está  a deliciar-se com o que descobre o que me deixa deliciada a mim que sou uma apaixonada por livros do conteúdo à forma, ao cheiro e ao toque. Sempre adorei ler para ele, o ritual da leitura da noite dá-me um verdadeiro prazer, por mais pressa que tenha, por mais adiantada que vá a hora, sempre gostei de lhe ler com cuidado, fazer vozes distintas, aprimorar a dicção, acompanhar com gestos e expressões. E ele adora esse momento! Comprar-lhe livros é e continuará a ser, enquanto me for financeiramente possível, algo comum, não faço dos livros presentes, acho-os tão fundamentais como os pacotes de leite que leva na lancheira e muita pena tenho que para muitas crianças não possa ser assim (outro assunto e daria pano para mangas). Mas durante o verão também aprendeu que se pode usufruir da leitura de livros sem gastar dinheiro indo à biblioteca municipal e requisitando-os para leitura domiciliária e muitos foram os livros que lemos por essa via.
No colégio começou a ensaiar o seu papel de aranha na peça baseada na obra "A Fada Oriana" de Sophia de Mello Breyner Andresen e achei por bem comprar-lhe o livro e sugeri a sua leitura. Claro que adorou a ideia e numa semana, bocadinho a bocadinho, lemos tudo. Escusado será dizer que estava tão entusiasmada quanto ele. No fim fez-me perguntas sobre a autora e li-lhe a nota biográfica bem como outros títulos das suas obras. Pediu-me logo para lhe comprar outro, "podes ser tu a escolher mamã". E assim foi,  a nossa leitura presente é "O Rapaz de Bronze" e em lista de espera já estão "O Princepezinho" (curiosamente li-o em voz alta para ele quando ele estava na minha barriga) e "A volta ao mundo em 80 dias" (esta, versão infantil), estes escolhidos por ele de uma série de opções que lhe dei para espaçarmos os autores.
O nosso momento da leitura é tão nosso e tão importante que mesmo com o nascimento dos bébés se manteve inalterado, sagrado e já aconteceu os bébés, em vezes alternadas, adormecerem embalados pelas nossas histórias!

26 de fevereiro de 2013

Um spa para o meu ego

Ir com os meus bébés à pediatra, não sei se está incluído no preço, mas é como levar o meu ego ao Spa para umas massagens. Não é só por ela me dizer que eles estão óptimos e lindos (que é a pura das verdades) mas também porque me diz sempre que eu faço tudo muito bem com e para eles; que estou sempre com um ar sereno e tranquilo (é o que digo: engano bem as pessoas que nem desconfiam do meu permanente rebuliço interno); que estou com bom aspecto (era suposto eu aparecer a cheirar mal e de rastas no cabelo?!) e, melhor do que tudo, da última vez disse que lhe parecia que as mães de gémeos eram (muito bem) escolhidas a dedo. Não é para sair de lá inchada? (Só no ego mesmo porque a carteira sai magrinha magrinha.)

24 de fevereiro de 2013

Acerca dos casamentos (perdoem-me a franqueza)

Se há coisa que me irrita solenemente são noivas no altar com cara de enterro. Com franqueza não é um dia festivo? Não estão lá porque o desejaram? Aperaltar-me toda para passar frio numa igreja e ainda por cima ver a noiva com ar tão compungido que mais parece um animal a caminhar para o abate, tenham dó, não tenho paciência! Também me casei, também sei que há grande dose de emoção mas 95% dessa emoção é alegria por oficializar o compromisso com quem se ama, não?! Não é de uma celebração que se trata?! Então, será que parece bem estar na igreja a chorar para logo depois na boda andar a mostrar a liga e usar a gravata do noivo na cabeça?! Poupem-me.
No dia do meu casamento o sr. padre referiu o mesmo assunto pedindo uma salva de palmas para mim pela minha alegria. 
Outra coisa que me mexe um bocadinho com os nervos são casamentos feitos à escala de realeza. Ele é limousine, caviar e ostras, fogos de artificio, almoço gourmet, vestidos e fatos com preços escandalosos... Sinto um bocadinho de pena de coisas assim, é um dia festivo, uma celebração, requer cuidado, bom gosto, atenção aos detalhes mas isso não significa gastar fortunas que não se têm, porque o dia do casamento é um dia do casamento, não é o casamento. Infelizes daqueles que esgotam as expectativas nesse dia e querem fazer dele o mais feliz das suas vidas. O dia do meu casamento foi um dia muito feliz, inesquecível mas não foi o mais feliz. A felicidade do meu casamento reside em coisas tão pequeninas como um post it deixado em cima da mesa; a fruta que me é oferecida descascada; um passeio de surpresa; fazer bolachas ao fim de semana; ver um filme a comer guloseimas, como em coisas grandiosas mas sem preço como o nascimento dos nossos filhos.
O casamento, como o amor, é um caminho, o dia do casamento o primeiro passo desse caminho e nesse primeiro passo é indiferente estar descalço ou calçar Louboutins .
E perdoem-me a franqueza só me sinto envergonhada às vezes perante tanta falta de bom-senso. 

11 de fevereiro de 2013

Matar saudades

Já não leio os bilhetes antigos e gastos; já não olho para as fotos felizes e cheias de promessas; já não visto aquele roupão que me fazia sentir próxima; já não ouço aquelas músicas. Estou a matar as  saudades.


9 de fevereiro de 2013

Momento super-mulher do dia

Não, não é um disfarce de Carnaval. O momento super-mulher do dia foi aquele em que sozinha dei conta de dois bébés berrões que resolveram sincronizar-se em tudo tudinho e fizeram greve ao sono (mudar fralda, aperaltar, dar biberon, dar chupeta, abanicar a espreguiçadeira, etc etc x2); de uma criança de 6 anos que diz querer ajudar (para fazer jus ao fato de Zorro) mas na realidade só atrapalha e me arranja mais afazeres; despacho duas máquinas de roupa; aspiro uma casa inteira (8 assoalhadas + corredores); verifico wc's (toalhas, papel higiénico, limpeza) e preparo mesa e sala para um almoço de 9 pessoas (o almoço veio feito grata a quem teve a feliz ideia)  e ainda me consigo pentear (o ar alucinado acho que não consegui tirar), tudo antes das 13h00! Sou um orgulho... para mim própria.

8 de fevereiro de 2013

Dia dos namorados "à porta"...

...e o meu filho ainda não decidiu para quem quer fazer um desenho e escrever um bilhetinho especial.
"Então mas afinal quantas namoradas tens?" perguntou-lhe a avó. Resposta "Oh, nem as contei!"
Está bonito! Se isto é assim aos 6, não quero imaginar as minhas dores de cabeça aos 16!!

7 de fevereiro de 2013

Destralhando

O minimalismo vai mesmo começar cá por casa, de mansinho. E vai começar pelo meu quarto, é que com os gémeos houve um acréscimo de "tralha" assim sendo, é hora de tirar coisas minhas desnecessárias (revistas, caderninhos e coisinhas nas quais fico sem mexer meses). O meu marido vai gostar. Sim porque ele tem muito menos coisas do que eu (ainda que de melhor qualidade) e acho mesmo que é um grande minimalista em potencial. Vamos ver se é desta, o que me anima é a perspectiva de ter menos coisas para arrumar e para limpar, o que seria muito bom numa casa que de 3 passou a ter 5 habitantes e respectivas tralhas!

6 de fevereiro de 2013

Regime

Entrámos num novo regime: excepto se chover todos os dias é dia de passeio a pé com os pinipons. Eles precisam de apanhar ar e vitamina D eu de voltar à forma (caminhando a  empurrar um carrinho de gémeos trabalho pernas e braços de uma só vez)!

Este é o nosso lindo equipamento que veio substituir o monstro


5 de fevereiro de 2013

Também gostava de aprender

Já me "peguei" numa máquina de costura em pequena mas foi para furar o dedo de um lado ao outro! Mas gostava de saber costurar, como gostava de saber tricotar, gostava mesmo.
Sou uma nulidade nestes lavores mas se tivesse quem me ensinasse assim acho que aprendia rápido!

4 de fevereiro de 2013

Coisas lindas II

Este é dedicado à Ana do Mortal e Rosa que tem muito bom gosto :)


Brando com livros, bela combinação, não?

3 de fevereiro de 2013

Curtas

Sábado, pinipons vão pela primeira vez à baixa da cidade, têm de percorrer as capelinhas que é como quem diz todas as amigas lojistas da avó. É uma verdadeira legião, temos amigos que nem conhecemos e que andaram todos estes meses a torcer por nós, uns rezaram e acenderam velas, outros enviavam ondas de pensamentos positivos. Houve muitos sorrisos, abraços e até lágrimas dessas pessoas quando finalmente viram os gémeos e isso comoveu-me. Comoveu-me porque são amigas da minha mãe que sofreram com ela e que a abraçaram quando precisava o que eu, fechada na minha angústia, não consegui fazer. 


Domingo sem bolo já nem parece Domingo e hoje foi dia de fazer o de nata que, já experimentei antes e sim é mesmo bom!




2 de fevereiro de 2013

31 de janeiro de 2013

Companhias inesperadas

Às vezes tenho visitas estranhas, esta veio para o almoço e lá ficou de frente para mim o tempo todo e nem a máquina fotográfica a espantou!


30 de janeiro de 2013

Coisas que admiro, muito

Há muito tempo que leio este blog e admiro a capacidade de pôr em prática (e manter) um estilo de vida minimalista. Um estilo de vida porque não se resume à decoração de casa, antes percorre todos os aspectos da vida.
Em 6 anos que moro num apartamento, posso dizer, bastante espaçoso, e já não há armário que resista a tanta tralha, a garagem parece um armazém e muito gostaria de pôr em prática os ensinamentos da Rita mas talvez não seja suficientemente disciplinada e metódica para isso. Para além disso teria de converter toda a restante família. Mas fica a admiração e quem sabe se torne num projecto de futuro.

29 de janeiro de 2013

Coisas lindas

Às vezes sinto-me mesmo muito deslocada no tempo...

Paul Newman

28 de janeiro de 2013

Didática

Naquela linda manhã
estava a brincar no jardim
a certa altura a mãmã
chamou-me e disse-me assim
"Não andes só a correr
Tropeças sem querer
se cais ficas mal"
Respondi
"Pronto está bem"
Depressa porém
esqueci-me de tal
Não me lembro depois como foi
Escorreguei, caí no chão
No joelho ficou um doí-doí
no nariz um arranhão
Desde então procurei ser melhor
Por ser mau fui infeliz
Faço agora tudo quanto a mãmã me diz
Faço agora tudo quanto a mãmã me diz


Já a minha mãe assim me cantava, por isso meus filhos aprendam, a mãmã tem sempre razão!

27 de janeiro de 2013

"Putti"

Toda a gente conhece aqueles anjinhos barrocos, também conhecidos por "papudos" (cheios de refegos), na História da Arte a designação correcta é a italiana "putti". Tenho um desses cá em casa, só apetece apertar.




25 de janeiro de 2013

Abaixo as etiquetas

Será que falta muito para que todos (porque já há alguns honra lhes seja feita) os fabricantes de roupa, principalmente os de roupa infantil, cheguem à brilhante conclusão de que podem abolir as etiquetas e optar pela sua impressão?! Parece-me que até lhes ficaria mais barato.

22 de janeiro de 2013

Crónicas de uma nova vida # 7

Muitas têm sido as conquistas dos pinipons.
V1 atingiu o peso do irmão mais velho quando nasceu (às 40 semanas) aos dois meses de nascimento, já ultrapassou as fraldas de prematuro e deixou para trás as T.1, foi promovido às T.2 (3-6-kg)! V2, por sua vez, ultrapassou a meta dos 2.500 kg e passou finalmente nos testes auditivos (tinha chumbado 3 vezes o que estava a causar-me grande ansiedade) ! A pediatra (que já os conhecia da UCIN) diz que estão óptimos recomendou muitas cantigas, muitos sorrisos e ginástica! 
Agora seguem-se uma série de consultas de especialidade no hospital pediátrico para despiste de problemas que geralmente afectam os prematuros. Ontem tiveram exame de oftalmologia para despiste da retinopatia da prematuridade. Depois do massacre de estar com eles das 9h00 às 14h00 para fazer o dito exame, a preparação é muito demorada porque lhes colocaram uma gota nos olhos a cada 20 minutos, vim feliz porque esse problema está colocado para trás das costas, a sua visão está bem e recomenda-se. Próxima será a de otorrinolaringologia, depois a consulta de desenvolvimento, depois ecografia ao cérebro...Lá estaremos confiantes de que tudo estará em conformidade.
Estão lindos os meus bébés, ando extremamente cansada mas do que não me canso é de olhar para eles, de lhes tocar, de lhes cantar.
Pior mesmo é sair sozinha com os dois, com um carrinho que de "inho" só tem o nome, é na verdade um monstro de 20 kg. E já senti na pele aquilo que fui sabendo de outros pais de gémeos: não conseguimos passar despercebidos em lado nenhum, as pessoas são muito simpáticas e prestativas até mas para quem sempre foi mais discreto é estranho, ainda que me sinta muito vaidosa e especial com os meus pinipons :)

Uma óptima opção foi a de ter preservado o carrinho singular do meu filho mais velho. Inicialmente, e aquando a necessidade de comprar o duplo para os gémeos, equacionamos vender o singular para minimizar a despesa mas acabamos por não o fazer e ainda bem. Quando tive que sair apenas com V2 para o rastreio auditivo deu-me imenso jeito!

Com muita pena nossa o tempo não tem permitido passeios de carrinho ao ar livre e ir para centros comerciais cheios de gente está fora de questão, assim sendo, não saimos de casa e isso é um pouco aborrecido mas melhores dias virão.

21 de janeiro de 2013

Famílias em part-time

Que há novos modelos de família já é sobejamente conhecido e moderadamente discutido: famílias monoparentais; famílias com duas mães ou com dois pais. Mas existe um outro tipo, em número crescente: o da família em part-time que é aquela que se vê de 3 em 3, de 4 em 4 ou de 6 em 6 meses, que se faz família em skypes, sms e telefonemas. Gostava de ver um estudo sobre os efeitos que tem essa "disfuncionalidade" na natalidade, na dinâmica social e até na economia de um país. 

20 de janeiro de 2013

Domingo é dia de...

Bolo de iogurte! Não sei fazer outro (pois sou pouco prendada para estas coisas), aceitam-se sugestões porque isto de ser mãe de três e não saber fazer bolos é triste, tem é que ser daqueles fáceis em que se bate tudo junto e vai ao forno.

Castigo pelo post anterior

O Sábado não foi igual, foi às escuras todo o dia, TODO o dia que nem luz natural tinha (não gosto de estores elétricos) !

19 de janeiro de 2013

E o fim de semana vai ser

igualzinho aos dias de semana! Estou que nem me agarro de excitação...

18 de janeiro de 2013

Casas de sonho

Afinal, e remetendo para aqui, se tivesse uma menina tinha a desculpa perfeita para ter a casa (ou melhor casarão) de bonecas com que sempre sonhei daquelas que se abrem, têm as divisões todas e as mobilias e cortininhas e tudo, vintage claro está, nada de plásticos. Ah e uma Nancy que tem um ar muito mais saudável do que a Barbie!




17 de janeiro de 2013

Boas compras

A propósito  deste post do MãeGyver fiquei a dar voltas à cabeça e cheguei à agradável conclusão de que não fiz compras flop (no que diz respeito e só à puericultura cá de casa) nem do meu primeiro filho nem agora dos gémeos. Bem pelo contrário há coisas que comprei  que se revelaram excelentes opções e pelas quais dou por muito bem empregue o dinheiro:

- Esterilizador de biberons de microondas: comprei um da Pré-Natal quando nasceu o meu primeiro filho e dura até hoje, é funcional, rápido e eficaz;

- Um trocador de fraldas almofadado (da Vertbaudet) que cabe à medida nas comódas tanto na minha como na dos bébés, é transportável e muito higiénica uma vez que se tira a capa para lavar na máquina e a base é impermeável;

- Balança digital (da Chicco): esta foi uma compra feita agora aquando da vinda dos gémeos para casa. O  meu mais velho ia ao centro de saúde para o peso semanal mas aos gémeos, sendo prematuros, preferimos proteger pesando-os em casa e evitando os centros de saúde cheios de gripes e coisas que tal nesta altura do ano;

- Um saco do bébé comprado nos saldos da Benetton há 6 anos atrás (foi um achado) e que está como novo: espaçoso em tecido impermeável, discreto, traz troca fraldas, bolsa para biberon isotérmica e bolsa para transportar muda de roupa. Continua a servir mesmo tendo que levar coisas em duplicado!

- Um humidificador comprado na loja online da Imaginarium com 60% de desconto e que tornou o ambiente do quarto muito mais saudável pois estava sempre demasiado seco devido ao aquecimento.

E penso que estas foram as 5 melhores baby compras cá de casa. 


16 de janeiro de 2013

2º mesário




Dois meses ( 4 dias de idade corrigida)  já passaram e estão lindos e fortes os meus "Vévés"

15 de janeiro de 2013

É desta que tenho de ir ao retinol

Filho mais velho a contemplar o album de fotografias da lua de mel dos pais:
" tinhas a pele tão lisinha aqui mãmã" e, como se não bastasse para constatar que os anos estão visivelmente a passar, ou melhor, a ficar por mim acrescenta: "agora tens uns risquinhos e umas ondinhas e uns cabelos brancos".
Pronto eu que até achava que nem estava muito mal para a idade levei com esta e fiquei ko porque sobre aquelas fotos passaram apenas 8 anos. 

14 de janeiro de 2013

Aparentemente

Parece que sou a imagem da serenidade.
A minha alma fica estupefacta cada vez que mo dizem. 
Dizem-mo muitas vezes.
A última vez que o ouvi foi da boca das enfermeiras da Ucin "vai tudo correr bem porque é uma pessoa muito tranquila e isso é optimo para os bébés". Por norma fico calada ou pergunto "acha?".
Não sei como consigo aparentar tal coisa pois dentro de mim é ebulição, efervescência, conflito a todo o instante, sempre sofri horrores com ansiedade, stress e já tive ataques de pânico.
Então isso quer dizer o quê? Que sou uma dissimulada?! 
Segundo uma análise psicológica é uma questão que se prende com a minha necessidade de controlo.
Então isso quer dizer o quê? Que sou uma controladora dissimulada!?



13 de janeiro de 2013

4 homens e uma coitada?!

"3 rapazes? coitada..."
"uma casa de homens...coitada!"
"tanto homem, devia ter tido pelo menos uma menina, coitada."
"ai coitada, tens de os educar bem senão..."
"3 rapazes e um marido? tanto trabalho coitada."
" 3 rapazes, 3 noras, coitada!"
"se tivesse sido um casalinho desta vez é que era, assim são só homens, coitada!"

Mas qual coitada?! Valha-me a santinha que já estou farta destas observações. Sou a mãe dos meus filhos e a mulher do meu marido onde está a "coitadice" disso?!  Fico a pensar que as pessoas que consideram que serei uma escrava a partir de agora por viver entre seres do sexo masculino devem ter vivido rodeadas de machistas. Felizmente tive e tenho o melhor dos exemplos, os meus pais sempre partilharam todas as tarefas em casa e não há nada que assuste o meu pai numa casa ou que o faça sentir menos homem. Do meu marido digo o mesmo, e ainda mais, é mais arrumado do que eu. Com estes exemplos não tenho que me assustar, os meus filhos crescerão compreendendo a normalidade de toda a gente fazer o que há a fazer numa casa para a manter organizada. 

E lamento mas não sinto falta alguma de uma menina cá em casa, o meu universo profissional é tradicionalmente feminino (isto dava um debate muito interessante), vivo rodeada de meninas, sapatilhas de ballet, tutus e cor de rosa.

E enquanto escrevi o ultimo parágrafo o meu filho mais velho esteve a dar-me 37 beijos na cara correspondentes à minha idade por isso para coitada até acho que sou muito bem tratada.

11 de janeiro de 2013

Animal que sou

Acaricio os meus filhos como os bichos, encosto a minha face à face deles, ao cabelo deles e ali fico fazendo festas dessa forma, a cheirá-los, a ouvi-los, a senti-los, nada me faz sentir mais a condição primária de animal que sou.


4 de janeiro de 2013

Frivolidades que saboreio

Para aligeirar que isto por aqui tem andado muito lamechas: entrei nas minhas calças de ganga pré-gravidez!!