24 de fevereiro de 2013

Acerca dos casamentos (perdoem-me a franqueza)

Se há coisa que me irrita solenemente são noivas no altar com cara de enterro. Com franqueza não é um dia festivo? Não estão lá porque o desejaram? Aperaltar-me toda para passar frio numa igreja e ainda por cima ver a noiva com ar tão compungido que mais parece um animal a caminhar para o abate, tenham dó, não tenho paciência! Também me casei, também sei que há grande dose de emoção mas 95% dessa emoção é alegria por oficializar o compromisso com quem se ama, não?! Não é de uma celebração que se trata?! Então, será que parece bem estar na igreja a chorar para logo depois na boda andar a mostrar a liga e usar a gravata do noivo na cabeça?! Poupem-me.
No dia do meu casamento o sr. padre referiu o mesmo assunto pedindo uma salva de palmas para mim pela minha alegria. 
Outra coisa que me mexe um bocadinho com os nervos são casamentos feitos à escala de realeza. Ele é limousine, caviar e ostras, fogos de artificio, almoço gourmet, vestidos e fatos com preços escandalosos... Sinto um bocadinho de pena de coisas assim, é um dia festivo, uma celebração, requer cuidado, bom gosto, atenção aos detalhes mas isso não significa gastar fortunas que não se têm, porque o dia do casamento é um dia do casamento, não é o casamento. Infelizes daqueles que esgotam as expectativas nesse dia e querem fazer dele o mais feliz das suas vidas. O dia do meu casamento foi um dia muito feliz, inesquecível mas não foi o mais feliz. A felicidade do meu casamento reside em coisas tão pequeninas como um post it deixado em cima da mesa; a fruta que me é oferecida descascada; um passeio de surpresa; fazer bolachas ao fim de semana; ver um filme a comer guloseimas, como em coisas grandiosas mas sem preço como o nascimento dos nossos filhos.
O casamento, como o amor, é um caminho, o dia do casamento o primeiro passo desse caminho e nesse primeiro passo é indiferente estar descalço ou calçar Louboutins .
E perdoem-me a franqueza só me sinto envergonhada às vezes perante tanta falta de bom-senso. 

2 comentários:

  1. Concordo contigo, já lá vai o tempo dos casamentos arranjados e forçados! E tens razão, o casamento "cerimónia" é só o inicio de um percurso que se vai fazendo sobretudo nos pequenos gestos e momentos do dia a dia:) Não é que e saiba por experiência mas se alguma vez me casar é para ser assim!
    beijinhos

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  2. Percebo a tua opinião e subescrevo inteiramente.
    Não sou muito (nada) de aparências, de me mostrar quem não sou.
    Se não gosto de me ver com vestidos, nao visto, nem para um casamento.
    Não acho que a comemoração da festa tenha de passar por ai (unicamente).
    Ha uns dois anos um familiar casou.
    Eu estava tao feliz como se fosse o meu próprio casamento...!
    Aposto que devem ter comentado os meus trapinhos (novos mas bem discretos)... mas quem nao tem mais que falar, fala de futilidades e da vida alheia, não e verdade?
    Mas eu estava muito feliz e muito orgulhosa daquela festa... acima de tudo havia muito amor no ar, os noivos tinham aquele sorrizinho dos primeiros tempos de paixão (e ja namoravam ha quase dez anos!).
    Mal pude, fui trocar e roupa, por-me EU propria, super confortavel, para poder dançar até cair.
    Não fui a muitos casamentos na vida, mas nos poucos que fui preocupei-me, acima de tudo, em ir confortavel e comedida. Porque ser árvore de natal não faz muito o meu genero. Alem disso, também não aprecio toneladas de base na cara, que com o calor dos casamentos de verão, derrete como um gelado que não e comido em 5 minutos.
    Se estivermos bem connosco proprios, podem falar de nos, mas nós vamos continuar bem.
    Falar falam sempre, e para falar que falem mal, porque bem só o nosso espelho. eheheh

    Beijinho *

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