20 de abril de 2011

Não se acanhem

A propósito deste post agradeço que me chamem a atenção quando tiver um erro, agradeço mesmo. É que o título esteve mal escrito (preseverança em vez de perseverança como deve ser) até eu dar conta hoje.

19 de abril de 2011

Ideias ao vento

Às vezes dá-me uma grande vontade de ir recomeçar tudo noutro sítio qualquer ( e não é por causa do FMI) e depois de ver isto no Crónica das horas perdidas Amesterdão pareceu-me uma excelente ideia. À parte o frio (que para quem não é fashionista é fácil de contornar) tudo me pareceu bem desde a descontração das pessoas, à arquitectura, passando por todo aquele queijo... Feliz ou infelizmente tenho raízes nos pés e um espírito muito pouco aventureiro (pois, pessoas como eu não vão a lado nenhum no sentido mais abrangente da expressão) e como tal só posso sonhar com, quem sabe um dia, ir até lá de férias.

11 de abril de 2011

Há muito

muito tempo atrás ele emprestou-lhe Wim Mertens, ela emprestou-lhe António Pinho Vargas. E foi assim que começou.

6 de abril de 2011

S/T

Inqualificável, intolerável, intratável, inconcebível, inaceitável, incompreensível, impensável, imperdoável.

(É só o que me passa pela alma neste momento)

5 de abril de 2011

Destinos

Ontem quis contar-me a sua história, dispus-me a ouvir. 
 Foi há mais de trinta anos, tinha vinte anos, estava noiva, o vestido feito e uma casa quase pronta, o noivo, sem que se saiba ainda hoje o porquê, suicidou-se. Foi para a cidade trabalhar, para esquecer. Tratou da casa e dos filhos dos outros, quis esquecer-se do futuro para não lembrar o passado. A sua ex-futura casa continua lá paredes de tijolo ao alto, diz-me. Passou uma década até conhecer o que viria a ser seu marido. Era viúvo de uma mulher que pôs termo à vida, homem amargurado pelo peso da culpa da solidão que a terá levado. Ficou com um filho pequeno. Quando se conheceram reconheceram-se na dor, entenderam-se. Casaram e ela diz não poder ter melhor companheiro de viagem, estavam afinal guardados um para o outro. Ouvindo isto só posso ficar certa de que para tudo há uma razão muitas vezes insondável.
Olho para ela, mulher simples, sem qualquer adorno ou vaidade feminina e percebo como podemos passar anos ao lado de alguém sem imaginar as histórias de vida que terão para contar. 

31 de março de 2011

Talento e Bom gosto

Gosto de ter objetos personalizados e quando encontro alguém talentoso e com indiscutível bom gosto como é o caso da Zita não hesito.

Desta vez foi uma capa para o meu portátil uma vez que vou de viagem e tenciono levá-lo no meio da roupa.
Chegou e dei-lhe logo uso, escusado será dizer que foi alvo dos maiores elogios. mas como uma imagem vale por mil palavras toca a confirmar.


Perseverança

Adoro ver o meu filho argumentar por algo que quer ou não quer fazer, adoro ver como tenta conseguir o seu objectivo até esgotar todas as possibilidades, até constatar que não cedo, de todo. Doi-me vê-lo frustrado mas agrada-me que dê luta, que não se deixe ficar ao primeiro não. Podia chamar-lhe teimosia mas prefiro perseverança.

29 de março de 2011

Sensacional

Todos os dias chego a casa por volta das 21h30 havendo alturas que é mesmo mais perto das 22h00. A terça-feira é a excepção, chego às 20h00 e isso foi suficiente para hoje ter sido o primeiro dia do ano a regressar a casa ainda de dia !!! Ninguém imagina o ânimo que isso me dá...

25 de março de 2011

Defeito profissional II

Tenho dificuldade em assistir a espetáculos de dança, ballet clássico ou contemporâneo. Sofro. Passo o espectáculo de mãos transpiradas, músculos contraídos, pés esticados. Perdi a capacidade de desfrutar, ao invés analiso: a técnica, os tempos, a coordenação, a forma física, o guarda-roupa, o trabalho de luzes. Já não é mágico como antigamente, já não me deslumbra. Excepto quando é perfeito, o que é raro. Tenho pena. 

24 de março de 2011

Sinais

Há muito que percebo pequenos sinais de que a vida é mais do que nos é dado a compreender. São as pequenas coisas que parecendo acasos, coincidências, não o são. São as pessoas que chegam até nós, que tocam a nossa vida e fazem a diferença, muitas vezes não presencialmente. São os abraços que nos chegam de muitas formas, com ou sem braços. São os momentos em que percebemos um propósito maior nas nossas ações. São as certezas que temos sem saber como. São os medos, as dores de alma e as comoções sem explicação. São muitos os sinais, discretos, sorrateiros, mais percetíveis por uns do que por outros. Cada vez mais acredito que a vida não é só isto, o habitarmos este planeta durante um período tão curto. Acredito que somos peões de um grande jogo do qual muito poucos saberão as regras, pelo menos neste plano. Haverá um momento da revelação. Quando o invólucro de mim perecer sei que vou dizer " Se soubesse o que sei hoje..."   

23 de fevereiro de 2011

Credo

Creio nos anjos
que andam pelo mundo
Creio na deusa
com olhos de diamante
Creio em amores lunares
com piano ao fundo,
Creio nas lendas,
nas fadas, nos atlantes,
Creio num engenho
que falta mais fecundo
De harmonizar
as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno
num segundo,
Creio num céu futuro
que houve dantes,
Creio nos deuses
de um astral mais puro,
Na flor humilde
que se encosta no muro
Creio na carne
que enfeitiça o além
Creio no incrível,
nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo
pelas rosas,
Creio que o amor que tem asas
de ouro. Amén
Natália Correia 
(maravilhoso cantado pela voz da Ana Moura)

22 de fevereiro de 2011

Primeiro Beijo

Aposto que não se lembram bem como foi, se o combinaram na escola, se na catequese ou no autocarro mas combinaram. No dia marcado foram decididos, subiram ao primeiro andar, baixaram-se para ficar ao abrigo de qualquer olhar e cumpriram o seu objetivo. Juntaram os lábios e talvez até tenham fechado os olhos como nas novelas. Só para ver como era. E guardaram segredo.

31 de janeiro de 2011

8 mm

Para ouvir de olhos fechados e mãos abertas...

22 de janeiro de 2011

S/T

Por cada vez que estamos com alguém que amamos há 50% de hipóteses de ser a última.
 É assustadoramente verdade.
Feitas as contas acho que se perdem muitas oportunidades, desperdiça-se muito tempo, as prioridades andam trocadas e o que mais me incomoda é que apesar de sabermos tudo isto, nada muda, estamos formatados, mal formatados.
Um dia faço um reset, só temo que seja irremediavelmente tarde.

19 de janeiro de 2011

Pequenas coisas

Ontem tive a confirmação de que precisamos de fazer coisas diferentes e aceitar novos desafios ainda que inesperados para nos sentirmos vivos e não precisam de ser feitos grandiosos podem ser pequenas coisas.
Ontem fiz uma dessas pequenas coisas, sem contar, atendendo a um pedido, algo novo para mim, e correu tão bem e senti-me tão viva... Em boa hora aceitei o desafio e espero que muitos outros vão surgindo desta forma, para me sentir pulsar assim.

6 de janeiro de 2011

Juro

Os dias em que estou em modo "sargento d'infantaria" são os preferidos das minhas alunas. Devem estar fartas de moleza o dia todo...

5 de janeiro de 2011

35 velas


Sim hoje é o meu dia. 
A vida é mesmo um grande mistério, sinto como se tivesse sido ontem o meu primeiro dia de escola e hoje a partir das 22h00 tenho oficialmente 35 anos de vida. 
Oficialmente porque a idade não se conta em anos. 
Parabéns a mim e aos meus pais.


30 de dezembro de 2010

Regressos

Regresso-me de muitas formas. Às vezes involuntariamente, às vezes forçosamente, às vezes como punição. Regresso-me em imagens, em sons, em cheiros, em segundos que parecem horas congeladas. Regresso-me em bilhetes de cinema, de espectáculos, em post-it's amarelos, em cartas gastas, em pássaros de papel, na caixa de recordações, naquela janela, em pequenos nadas que tornam cheio o meu interior. 
Em cada final de ano regresso a um outro, parado no tempo, a um desejo condensado que me trouxe até aqui. Revisito-me, relembro, renovo tudo o que me move, e a passagem de ano é somente isso, um regresso.

Até para o ano.

28 de dezembro de 2010

2011

Já que estive ausente da blogosfera durante a quadra natalícia (blogger desnaturada) antecipo-me já nos votos de um novo ano  cheio de saúde e amor (é o cliché mais verdadeiro e sentido que conheço) pois sem estas duas coisas nada mais se alcança.

Feliz Ano Novo a todos os que por aqui vão passando.