Desde ontem que "Les Miserables" ecoam no meu espírito em especial esta marcha, penso que me afugenta o pessimismo... É como se diz: "quem canta seus males espanta".
E não sou sindicalista, na verdade nem sindicato existe para tantos como eu.
14 de outubro de 2011
30 de agosto de 2011
Ainda não
As aulas estão prontas; músicas novas; ideias alinhavadas; material organizado.
Está tudo preparado para o arranque.
Tudo menos eu (que ainda estou à espera do calor, da praia e de férias a sério...)
Está tudo preparado para o arranque.
Tudo menos eu (que ainda estou à espera do calor, da praia e de férias a sério...)
26 de agosto de 2011
25 de agosto de 2011
Pobreza
Há crianças da idade do meu filho das quais tenho imensa pena.
Coitadinhos, usaram as melhores (entenda-se as mais caras) fraldas do mercado; o biberon anti-tudo; foram todos besuntadinhos com excelentes cremes (do cabelo, da cara, dos lábios, do corpo, do rabo, etc, etc); comeram as papas que o sr. doutor pediatra recomendou; vestem roupas e calçam sapatos com nomes pomposos de preferência com a etiqueta bem visivel; sorriem muito porque bebem coca-cola, comem gomas e pastilhas elásticas e porque têm pais fixes que os deixam viajar no carro à-vontade, sem cintos e amarras e alguns até conduzem (só até ali ao café) ao colo do pai ou da mãe!
Coitadinhos, falta-lhes tudo...
29 de julho de 2011
28 de julho de 2011
A justiceira que há em mim
Dou por mim a imaginar vestir-me toda de preto, colocar uma longa cabeleira ruiva e dentro da carteira só um punhal, reluzente. Imagino-me a rodear um carro topo de gama e com calma, estilo (nunca se sabe quando está uma câmara apontada a nós) e precisão cirúrgica, furar-lhe os quatro pneus, daqueles muito bons, muito caros.
26 de julho de 2011
Coisas que estranho
Há pessoas que conseguem ouvir música (mesmo da que gostam) sem mexer um único dedo, sem levantar uma sobrancelha... É-me fisicamente impossível, já tentei.
11 de julho de 2011
Sentido único
Não há volta a dar. Há momentos que não se apagam nem são passíveis de compensação à posteriori. Vivemos numa estrada com sentido único, podemos procurar a rotunda mais próxima para inverte-lo mas o conta-kilometros não volta atrás.
10 de julho de 2011
(In)seguranças
Quando só e em locais públicos caminha rápido, passos firmes ( sabe-se que está a chegar sem ainda ser vista), direita, não vê ninguém e só pára no seu destino, vá passear, fazer compras ou trabalhar.
Talvez isto se confunda com arrogância mas é só um camuflar as inseguranças que as fragilidades só se permitem portas dentro.
Talvez isto se confunda com arrogância mas é só um camuflar as inseguranças que as fragilidades só se permitem portas dentro.
9 de julho de 2011
Morrer de amor
"O teu tio-avô, aquele que morreu de amor,..." diz-me quando dele quer contar alguma coisa. Desde sempre ouço deste irmão do meu avô que, ainda jovem, morreu de amor. Pergunto-me se alguém morre de amor e acho que sim que se pode dar a vida por amor de alguém. Mas não ele que ele morreu foi de desamor. Ou deixou-se morrer por fora depois da traição da amada o ter morto por dentro. Mal amado deixou de se amar, deixou de comer, quedava-se à chuva e ao vento, abriu o corpo e a alma à doença e deixou-se ir.
Será para sempre "o que morreu por amor" ao que eu invariavelmente contradigo que ele morreu foi de desamor.
1 de julho de 2011
Nos baixos do Mondego
Aqui onde moro o rio está mais próximo do seu destino, o céu enche-se de cegonhas, corvos e milhafres e há muitos verdes, amarelos e castanhos.
Às vezes apercebo-me disto. E fico grata.
28 de junho de 2011
Seguro
Há quem ponha as pernas ou as mãos no seguro eu cá punha a paciência, a energia e a criatividade.
22 de junho de 2011
20 de junho de 2011
gritos mudos
Se há dias em que me apetece gritar hoje é um deles.
Preciso de um espaço para gritar por estar farta, fartinha, de gente rude, egoísta e mal educada que estaciona em cima do passeio havendo centenas de lugares de parqueamento só para estar à sombra ou que "estaciona" a ocupar dois lugares só porque para ir ao supermercado, ao multibanco ou ao bar não vale a pena maçar-se e os outros que se lixem. Fartinha porque isto se passa todos os dias à minha porta, porque apesar de eu ter o cuidado de estacionar por forma a ocupar apenas o espaço que me compete, fico muitas vezes impossibilitada de o fazer porque alguns se consideram muito "volumosos", ou isso ou não sabem estacionar.
Apetece-me gritar por conviver com a ingratidão de outros que precisam sempre da disponibilidade a atenção de toda a gente mas não tem uma palavra de apoio ou incentivo para ninguém, para quem nada existe para além do seu umbigo e das suas necessidades e da sua importância.
Grito porque queria ter aprendido a virar a mesa; bater o pé; dizer não; reclamar; exigir satisfações; virar-me do avesso. Mas não, nem aqui, não sai, nada.
É tudo por hoje.
15 de junho de 2011
26 de maio de 2011
22 de maio de 2011
Non sense
Nem sei como começar isto de tão palerma que é...
Ouço na rádio qualquer coisa como: " nunca foi tão divertido tratar dos seus assuntos, venha à loja do cidadão (não sei de onde, acho que num centro comercial qualquer)" e fico logo a visualizar a cena: todos os funcionários das repartições lá representadas, muito bem dispostos, a dizerem bom dia e boa tarde com um largo sorriso e a serem correspondidos pelos utentes com a mesma simpatia e boa educação; uma senhora voluntariosamente oferecendo chá, café ou limonada e ainda revistas para minimizar os incómodos da espera; animadores para entreter as crianças (quiçá com balões e pinturas faciais); tradutores de várias línguas para apoiar os estrangeiros nos serviços dos SEF; música ambiente... Que divertido, é que assim sendo deve até valer bem a pena ir até lá (nem sei se é no norte ou no sul) de propósito tratar de qualquer assunto pois perder o dia por perder que seja com alegria e satisfação!!!
16 de maio de 2011
História de uma freira
Vi pela primeira vez com os meus pais ainda mal acompanhava as legendas, vimo-lo num serão televisivo. Apesar da pouca idade marcou-me de tal forma que nunca mais esqueci algumas das cenas e, não me lembrando bem do argumento, não percebia o que me tinha tocado tanto, só sabia que era um filme lindo.
Revi-o recentemente e compreendi perfeitamente o que tanto me impressionou. Não terá sido tanto a interpretação da Audrey Hepburn (excelente aliás) mas o carácter da personagem da história (Sister Luke). É o que sempre me impressiona e me inquieta de certa forma, pessoas que são fieis aos seus princípios até às ultimas consequências, pessoas que têm firmeza de carácter, que seguem as suas convicções ultrapassando todos os obstáculos que sabem que têm um caminho a percorrer e que o fazem sem vacilar, até ao fim da linha. E isto pode ser um tema controverso pois se serve para percursos nobres e altruístas serve também para legitimar actos cruéis de terrorismo associados a radicalismos de qualquer natureza e por isso eu digo que se por um lado me fascina por outro me inquieta.
História de uma freira, (1959) de Fred Zinnemann com Audrey Hepburn e Peter Finch
28 de abril de 2011
25 de abril de 2011
Desconfio
sempre dos excessivamente moralistas. Penso para os meus botões se não será uma manobra de diversão para ocultar uma qualquer grande imoralidade.
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