22 de dezembro de 2011
Polar Postcrossing News
Chegou o meu postal de Natal!! Obrigada Sílvia, gostei imenso!
Que saudades tenho dos tradicionais postais de Natal que por esta altura chegavam todos os dias com o carteiro!
21 de dezembro de 2011
Deprimida ou deprimente?
Dou por mim a devorar amendoins e a ver um programa de noivas a experimentar vestidos (de noiva) enquanto a minha cabeça fica tão vazia, tão vazia que faz eco... é grave.
12 de dezembro de 2011
Dom
Há musicas que de tão exploradas nos circuitos comerciais rapidamente cansam e perdem o interesse mas esta voz nunca me cansa. Adoro este album, 21, e a postura e presença desta cantora.
11 de dezembro de 2011
Fardos
Pontas soltas; gavetas encravadas; palavras que ficaram por dizer e por ouvir.
São carga cujo peso o tempo não alivia, apenas distrai.
Gosto de imaginar que algures numa qualquer dimensão espacio-temporal tudo se arruma, clarifica e esfuma.
30 de novembro de 2011
29 de novembro de 2011
Maternidade
Ontem, a propósito do 5º aniversário do meu filho, uma amiga disse-me que eu era já uma mãe experiente. Discordo. Como posso eu ser experiente perante desafios, fases e questões novas que surgem a cada passo? O meu filho tem uma mão cheia de anos e eu uma mão cheia de maternidade, cresço e aprendo com ele ainda que com papeis distintos. Não, não tenho qualquer experiência, ser mãe não tem receituário nem manual, basta-me a intuição para tentar encontrar o melhor caminho na melhor e mais complexa tarefa que conheço.
15 de novembro de 2011
As minhas memórias
Para cada uma das memórias que guardo tenho um tema musical. Talvez seja boa ideia fazer uma compilação (Cat's soundtrack) para as preservar como uma espécie de seguro contra perdas irreparáveis.
25 de outubro de 2011
Tempo de qualidade a baixo custo
Se os museus nacionais (ainda) são grátis aos domingos e muitos outros museus têm atividades para a família e/ou para as crianças ao fim de semana a preços muito simpáticos porque ficam sempre a perder para o Macdonalds do centro comercial, mais caro e menos proveitoso? Se é pelo almoço também se podem preparar umas otimas sanduiches em casa para comer no parque... Se é pelo divertimento, estão a substimar a inteligência e criatividade das crianças.
Não será a crise uma oportunidade para repensar a forma como se passa o tempo em família ou sou eu com utopias risiveis?
Museu Machado de Castro - Criptopórtico romano (os miúdos adoram descobrir)
Museu da Ciência - atividades ciencia em familia por 4Euros por adulto e onde se aprende imenso a brincar aos cientistas
20 de outubro de 2011
14 de outubro de 2011
Os Miseráveis
Desde ontem que "Les Miserables" ecoam no meu espírito em especial esta marcha, penso que me afugenta o pessimismo... É como se diz: "quem canta seus males espanta".
E não sou sindicalista, na verdade nem sindicato existe para tantos como eu.
E não sou sindicalista, na verdade nem sindicato existe para tantos como eu.
30 de agosto de 2011
Ainda não
As aulas estão prontas; músicas novas; ideias alinhavadas; material organizado.
Está tudo preparado para o arranque.
Tudo menos eu (que ainda estou à espera do calor, da praia e de férias a sério...)
Está tudo preparado para o arranque.
Tudo menos eu (que ainda estou à espera do calor, da praia e de férias a sério...)
26 de agosto de 2011
25 de agosto de 2011
Pobreza
Há crianças da idade do meu filho das quais tenho imensa pena.
Coitadinhos, usaram as melhores (entenda-se as mais caras) fraldas do mercado; o biberon anti-tudo; foram todos besuntadinhos com excelentes cremes (do cabelo, da cara, dos lábios, do corpo, do rabo, etc, etc); comeram as papas que o sr. doutor pediatra recomendou; vestem roupas e calçam sapatos com nomes pomposos de preferência com a etiqueta bem visivel; sorriem muito porque bebem coca-cola, comem gomas e pastilhas elásticas e porque têm pais fixes que os deixam viajar no carro à-vontade, sem cintos e amarras e alguns até conduzem (só até ali ao café) ao colo do pai ou da mãe!
Coitadinhos, falta-lhes tudo...
29 de julho de 2011
28 de julho de 2011
A justiceira que há em mim
Dou por mim a imaginar vestir-me toda de preto, colocar uma longa cabeleira ruiva e dentro da carteira só um punhal, reluzente. Imagino-me a rodear um carro topo de gama e com calma, estilo (nunca se sabe quando está uma câmara apontada a nós) e precisão cirúrgica, furar-lhe os quatro pneus, daqueles muito bons, muito caros.
26 de julho de 2011
Coisas que estranho
Há pessoas que conseguem ouvir música (mesmo da que gostam) sem mexer um único dedo, sem levantar uma sobrancelha... É-me fisicamente impossível, já tentei.
11 de julho de 2011
Sentido único
Não há volta a dar. Há momentos que não se apagam nem são passíveis de compensação à posteriori. Vivemos numa estrada com sentido único, podemos procurar a rotunda mais próxima para inverte-lo mas o conta-kilometros não volta atrás.
10 de julho de 2011
(In)seguranças
Quando só e em locais públicos caminha rápido, passos firmes ( sabe-se que está a chegar sem ainda ser vista), direita, não vê ninguém e só pára no seu destino, vá passear, fazer compras ou trabalhar.
Talvez isto se confunda com arrogância mas é só um camuflar as inseguranças que as fragilidades só se permitem portas dentro.
Talvez isto se confunda com arrogância mas é só um camuflar as inseguranças que as fragilidades só se permitem portas dentro.
9 de julho de 2011
Morrer de amor
"O teu tio-avô, aquele que morreu de amor,..." diz-me quando dele quer contar alguma coisa. Desde sempre ouço deste irmão do meu avô que, ainda jovem, morreu de amor. Pergunto-me se alguém morre de amor e acho que sim que se pode dar a vida por amor de alguém. Mas não ele que ele morreu foi de desamor. Ou deixou-se morrer por fora depois da traição da amada o ter morto por dentro. Mal amado deixou de se amar, deixou de comer, quedava-se à chuva e ao vento, abriu o corpo e a alma à doença e deixou-se ir.
Será para sempre "o que morreu por amor" ao que eu invariavelmente contradigo que ele morreu foi de desamor.
1 de julho de 2011
Nos baixos do Mondego
Aqui onde moro o rio está mais próximo do seu destino, o céu enche-se de cegonhas, corvos e milhafres e há muitos verdes, amarelos e castanhos.
Às vezes apercebo-me disto. E fico grata.
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