21 de janeiro de 2013

Famílias em part-time

Que há novos modelos de família já é sobejamente conhecido e moderadamente discutido: famílias monoparentais; famílias com duas mães ou com dois pais. Mas existe um outro tipo, em número crescente: o da família em part-time que é aquela que se vê de 3 em 3, de 4 em 4 ou de 6 em 6 meses, que se faz família em skypes, sms e telefonemas. Gostava de ver um estudo sobre os efeitos que tem essa "disfuncionalidade" na natalidade, na dinâmica social e até na economia de um país. 

20 de janeiro de 2013

Domingo é dia de...

Bolo de iogurte! Não sei fazer outro (pois sou pouco prendada para estas coisas), aceitam-se sugestões porque isto de ser mãe de três e não saber fazer bolos é triste, tem é que ser daqueles fáceis em que se bate tudo junto e vai ao forno.

Castigo pelo post anterior

O Sábado não foi igual, foi às escuras todo o dia, TODO o dia que nem luz natural tinha (não gosto de estores elétricos) !

19 de janeiro de 2013

E o fim de semana vai ser

igualzinho aos dias de semana! Estou que nem me agarro de excitação...

18 de janeiro de 2013

Casas de sonho

Afinal, e remetendo para aqui, se tivesse uma menina tinha a desculpa perfeita para ter a casa (ou melhor casarão) de bonecas com que sempre sonhei daquelas que se abrem, têm as divisões todas e as mobilias e cortininhas e tudo, vintage claro está, nada de plásticos. Ah e uma Nancy que tem um ar muito mais saudável do que a Barbie!




17 de janeiro de 2013

Boas compras

A propósito  deste post do MãeGyver fiquei a dar voltas à cabeça e cheguei à agradável conclusão de que não fiz compras flop (no que diz respeito e só à puericultura cá de casa) nem do meu primeiro filho nem agora dos gémeos. Bem pelo contrário há coisas que comprei  que se revelaram excelentes opções e pelas quais dou por muito bem empregue o dinheiro:

- Esterilizador de biberons de microondas: comprei um da Pré-Natal quando nasceu o meu primeiro filho e dura até hoje, é funcional, rápido e eficaz;

- Um trocador de fraldas almofadado (da Vertbaudet) que cabe à medida nas comódas tanto na minha como na dos bébés, é transportável e muito higiénica uma vez que se tira a capa para lavar na máquina e a base é impermeável;

- Balança digital (da Chicco): esta foi uma compra feita agora aquando da vinda dos gémeos para casa. O  meu mais velho ia ao centro de saúde para o peso semanal mas aos gémeos, sendo prematuros, preferimos proteger pesando-os em casa e evitando os centros de saúde cheios de gripes e coisas que tal nesta altura do ano;

- Um saco do bébé comprado nos saldos da Benetton há 6 anos atrás (foi um achado) e que está como novo: espaçoso em tecido impermeável, discreto, traz troca fraldas, bolsa para biberon isotérmica e bolsa para transportar muda de roupa. Continua a servir mesmo tendo que levar coisas em duplicado!

- Um humidificador comprado na loja online da Imaginarium com 60% de desconto e que tornou o ambiente do quarto muito mais saudável pois estava sempre demasiado seco devido ao aquecimento.

E penso que estas foram as 5 melhores baby compras cá de casa. 


16 de janeiro de 2013

2º mesário




Dois meses ( 4 dias de idade corrigida)  já passaram e estão lindos e fortes os meus "Vévés"

15 de janeiro de 2013

É desta que tenho de ir ao retinol

Filho mais velho a contemplar o album de fotografias da lua de mel dos pais:
" tinhas a pele tão lisinha aqui mãmã" e, como se não bastasse para constatar que os anos estão visivelmente a passar, ou melhor, a ficar por mim acrescenta: "agora tens uns risquinhos e umas ondinhas e uns cabelos brancos".
Pronto eu que até achava que nem estava muito mal para a idade levei com esta e fiquei ko porque sobre aquelas fotos passaram apenas 8 anos. 

14 de janeiro de 2013

Aparentemente

Parece que sou a imagem da serenidade.
A minha alma fica estupefacta cada vez que mo dizem. 
Dizem-mo muitas vezes.
A última vez que o ouvi foi da boca das enfermeiras da Ucin "vai tudo correr bem porque é uma pessoa muito tranquila e isso é optimo para os bébés". Por norma fico calada ou pergunto "acha?".
Não sei como consigo aparentar tal coisa pois dentro de mim é ebulição, efervescência, conflito a todo o instante, sempre sofri horrores com ansiedade, stress e já tive ataques de pânico.
Então isso quer dizer o quê? Que sou uma dissimulada?! 
Segundo uma análise psicológica é uma questão que se prende com a minha necessidade de controlo.
Então isso quer dizer o quê? Que sou uma controladora dissimulada!?



13 de janeiro de 2013

4 homens e uma coitada?!

"3 rapazes? coitada..."
"uma casa de homens...coitada!"
"tanto homem, devia ter tido pelo menos uma menina, coitada."
"ai coitada, tens de os educar bem senão..."
"3 rapazes e um marido? tanto trabalho coitada."
" 3 rapazes, 3 noras, coitada!"
"se tivesse sido um casalinho desta vez é que era, assim são só homens, coitada!"

Mas qual coitada?! Valha-me a santinha que já estou farta destas observações. Sou a mãe dos meus filhos e a mulher do meu marido onde está a "coitadice" disso?!  Fico a pensar que as pessoas que consideram que serei uma escrava a partir de agora por viver entre seres do sexo masculino devem ter vivido rodeadas de machistas. Felizmente tive e tenho o melhor dos exemplos, os meus pais sempre partilharam todas as tarefas em casa e não há nada que assuste o meu pai numa casa ou que o faça sentir menos homem. Do meu marido digo o mesmo, e ainda mais, é mais arrumado do que eu. Com estes exemplos não tenho que me assustar, os meus filhos crescerão compreendendo a normalidade de toda a gente fazer o que há a fazer numa casa para a manter organizada. 

E lamento mas não sinto falta alguma de uma menina cá em casa, o meu universo profissional é tradicionalmente feminino (isto dava um debate muito interessante), vivo rodeada de meninas, sapatilhas de ballet, tutus e cor de rosa.

E enquanto escrevi o ultimo parágrafo o meu filho mais velho esteve a dar-me 37 beijos na cara correspondentes à minha idade por isso para coitada até acho que sou muito bem tratada.

11 de janeiro de 2013

Animal que sou

Acaricio os meus filhos como os bichos, encosto a minha face à face deles, ao cabelo deles e ali fico fazendo festas dessa forma, a cheirá-los, a ouvi-los, a senti-los, nada me faz sentir mais a condição primária de animal que sou.


4 de janeiro de 2013

Frivolidades que saboreio

Para aligeirar que isto por aqui tem andado muito lamechas: entrei nas minhas calças de ganga pré-gravidez!!


31 de dezembro de 2012

Despedida

Despeço-me de um ano atípico, um ano que me levou às nuvens e me enterrou viva; um ano em que trabalhei muito numa metade e me vi obrigada ao repouso na outra; senti a maior solidão mas também fui abraçada de muitas formas por muitas pessoas; descobri novos super heroís; sonhei muito; chorei muito; esperei muito; houve despedidas e regressos, abraços feitos e desfeitos; inícios e desfechos; medo e coragem. Despeço-me dele da melhor forma.
Ano novo, vida nova nunca me fez tanto sentido.

30 de dezembro de 2012

Crónicas de uma nova vida #6

E eis que ao 38º dia de nascimento e às vésperas de Natal os meus pequenos grandes filhos tiveram alta. "Presente de Natal para esta mamã" disse o médico, e que presente! Um presente que, se por um lado me deixou radiante de felicidade, por outro me deixou paralisada de medo. Um medo terrível, não das fraldas, não das noites sem dormir, e do trabalho que adivinhava mas medo que algo nos fizesse ter de voltar para ali, para um sítio onde fomos a um tempo só esmagados de dor e muito felizes (penso que quem passou por uma experiência assim pode compreender esta ambiguidade). Foi dificil sair por aquelas portas como nunca imaginei que seria, senti que me cortavam outro cordão umbilical...
Agora estamos bem, muito trabalho, muito cansaço ( a exaustão que senti durante os primeiros meses do meu primeiro filho são peanuts comparados com isto), muiiiiito sono mas muito alegria ao olhar para estes meus pequenos heróis a crescer de dia para dia.
Difícil mesmo foi não ir a correr comunicar ao mundo a sua vinda para casa pois as orientações médicas foram muito claras: cuidado com as visitas, andar de colo em colo e ser beijocados por toda a gente, uma insignificância qualquer pode revelar-se uma grande complicação para estes bébés. Há medida que vão sabendo as visitas chegam mas são cautelosas e respeitadoras, tem sido fácil de gerir.
Não tão fácil é ter de tratar de 3 em simultâneo, tenho ficado sozinha amiúde e é a loucura: quando um chora, chora o outro; quando um tem fome o outro também; sujam as fraldas em sintonia; o mano quer atenção; demoram imenso a beber um pequeno biberon de leite devido à sua imaturidade na coordenação da sucção, deglutição e respiração; lava biberons; esteriliza biberons; ferve água; lava roupa; estende roupa; passa roupa and so on... às vezes de super-mulher a farrapo são 2 minutos de diferença mas por eles viro-me do avesso e atravesso o arame a fazer o pino e de olhos fechados e sei que vale a pena.

20 de dezembro de 2012

Preparar o coração

"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... "
                                                                                                 Antoine de Saint-Exupéry, Le Petit Prince

Ou a explicação das "borboletas no estômago".

18 de dezembro de 2012

Mudança de planos

Já ia no plano B, acho que vou precisar de um plano C.
Reinvenção, reformulação, reestruturação, remodelação, reanimação são as palavras de ordem.

17 de dezembro de 2012

Sonhos a soldo

Só tenho um sonho, um único, condensado, para ser mais forte. Não é ter uma casa na praia, nem fazer compras em Nova Iorque, não é saltar de paraquedas nem conhecer nenhum actor. É um sonho simples, sem ambição ou glamour. Que a felicidade não seja finita, não se esgote em pequenos lapsos de tempo/espaço, que seja constante para poder acreditar nela sempre e mais. E a minha felicidade é tão simplória que se resume em ter a família junta, num ninho quente, para cuidá-la e mimá-la. Sonho pequeno portanto. Parece fácil, não? Não. À conta de crises, troikas e outras gangrenas muitas famílias se obrigam à separação e à distância e sonhos modestos e vulgares como o que apresentei transformam-se em demandas pelo Santo Graal. 

16 de dezembro de 2012

Novembro

E Novembro já passou mas está-me para sempre na pele, no sangue, nas entranhas.
Os meus pequenos filhos já nasceram há um mês.
 

15 de dezembro de 2012

Ver as vistas

As primeiras vistas deles sobre o mundo exterior


14 de dezembro de 2012

Crónicas de uma nova vida #5

Eu e todas as mães com os bébés prematuros internados temos "direito" a acompanhamento psicológico  lá na maternidade. Se no inicio me pareceu forçado agora não prescindo da conversa semanal que temos a sós. Na última sessão a psicóloga perguntou o que é que toda esta experiência e todo o processo que no presente vivencio poderá transformar na minha pessoa, no meu pensamento e no relacionamento com os outros. Entre outras coisas fiquei a pensar nos meus amigos. Nunca fui pessoa de grandes círculos de amizades, sempre se contaram pelos dedos de uma mão e são sempre fruto do tempo. Ora os amigos a sério não foram surpresa, não se revelaram de repente. Mas têm sido os melhores do mundo. Mesmo quando me viro para dentro e quero fechar a porta, mesmo quando as palavras não saem e o silêncio se instala não desarmam e não desistem, fazem-se presentes e constantes e mesmo sem braços me têm rodeado nos últimos meses num abraço quente e forte. São e estão e dou-lhes um valor incomensurável mais do que nunca, mais do que possam imaginar, mais do que consiga dizer para além do "obrigada".