20 de junho de 2011

gritos mudos

Se há dias em que me apetece gritar hoje é um deles.

Preciso de um espaço para gritar por estar farta, fartinha, de gente rude, egoísta e mal educada que estaciona em cima do passeio havendo centenas de lugares de parqueamento só para estar à sombra ou que "estaciona" a ocupar dois lugares só porque para ir ao supermercado, ao multibanco ou ao bar não vale a pena maçar-se e os outros que se lixem. Fartinha porque isto se passa todos os dias à minha porta, porque apesar de eu ter o cuidado de estacionar por forma a ocupar apenas o espaço que me compete, fico muitas vezes impossibilitada de o fazer porque alguns se consideram muito "volumosos", ou isso ou não sabem estacionar.

Apetece-me gritar por conviver com a ingratidão de outros que precisam sempre da disponibilidade a atenção de toda a gente mas não tem uma palavra de apoio ou incentivo para ninguém, para quem nada existe para além do seu umbigo e das suas necessidades e da sua importância.

Grito porque queria ter aprendido a virar a mesa; bater o pé; dizer não; reclamar; exigir satisfações; virar-me do avesso. Mas não, nem aqui, não sai, nada.


É tudo por hoje.

3 comentários:

  1. Há conta de situações dessas farto-me de reclamar e em relação aos carros às vezes pareço uma tonta a ralhar na rua sozinha!:)
    beijinhos

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  2. Também Ana, também eu, mas em vão...

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  3. Há uns tempos "passei-me": uma jovem estacionou o carro de forma a que não se podia passar, com a agravante de ser um acesso a um serviço de saúde, para onde poderiam ter de ir ambulâncias. Quando voltou, não resisti a dar-lhe dois berros. Pela casa da jovenzita, não serviu de nada (passei por maluca): vai continuar a "abandonar" o carro onde lhe apetecer. Onde é que as pessoas têm a cabeça?

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