Chegou o meu postal de Natal!! Obrigada Sílvia, gostei imenso!
Que saudades tenho dos tradicionais postais de Natal que por esta altura chegavam todos os dias com o carteiro!
Férias : - Ir para um local onde a probabilidade de encontrar conhecidos é de 0.02% - Ter 0 preocupações com outfits (meu e dos putos) - Não usar maquilhagem e deixar as sardas do nariz fazerem a sua aparição em paz - Não querer saber das horas para nada - Mandar a dieta às urtigas e comer bolas de Berlim, gelados e afins e lidar com o estrago depois - Ler na praia, ler no rio, ler na esplanada, ler no jardim, ler na piscina - Fotografar e filmar os miúdos como se não houvesse amanhã, só para mim - Não ver tv, (quase) não ver redes sociais - Sair sem telemóvel - Pensar 300 vezes ao dia que devia mudar de vida para algo mais próximo disto, todo o ano, e já, e para sempre. (Não estou preparada para voltar à ditadura da vida real...)
Eu e o café temos uma longa história desde a minha adolescência. Já passámos por várias fases: de vários anos a colocar-lhe um pacote e meio de açúcar; (shame on me) passei a um pacote de açúcar; daí para meio pacote durante muito tempo; depois para duas bolinhas de adoçante; mais tarde para uma bolinha de adoçante e assim ficámos uma eternidade. Eis que hoje, pela primeira vez, tomei café sem absolutamente nada adicionado. Estou num misto de emoções entre o orgulho pelo meu progresso e o receio de que isto seja o fim de uma relação de longa data...
Ouvir o meu filho mais velho, que sempre adorou o ballet, dizer que não quer ir mais às aulas, não porque não goste mas porque quer ser um menino como os outros do colégio (e não ser gozado) parte-me ao meio, faz-me doer as entranhas todas e escalda-me a alma. Lá lhe explico que claro que ele é um menino como todos os outros do colégio, se há meninos que se riem é porque não sabem o que é o ballet, e que simplesmente há meninos que gostam de umas actividades e outros de outras e que TODAS as actividades são para meninas e meninos, é uma questão de gosto. E ele vai, sempre, e volta todo feliz e entusiasmado. E isto deixa-me zangada e revoltada não só como mãe mas como professora de ballet, é como remar contra a maré passem os anos que passem. E deixa-me triste com a sociedade em que vivemos, pobre, paupérrima, ignorante, pouco mais do que analfabeta (os nossos filhos são o espelho da sociedade onde vivem) e apetece-me sair daqui para fora e ir educar os meus filhos para onde a cultur...