A propósito deste post do We'll always have paris : se as familias muito "bem" têm muitos filhos e os mais desfavorecidos também, estarão os primeiros a brincar aos pobrezinhos, ou os segundos à nobreza?
Férias : - Ir para um local onde a probabilidade de encontrar conhecidos é de 0.02% - Ter 0 preocupações com outfits (meu e dos putos) - Não usar maquilhagem e deixar as sardas do nariz fazerem a sua aparição em paz - Não querer saber das horas para nada - Mandar a dieta às urtigas e comer bolas de Berlim, gelados e afins e lidar com o estrago depois - Ler na praia, ler no rio, ler na esplanada, ler no jardim, ler na piscina - Fotografar e filmar os miúdos como se não houvesse amanhã, só para mim - Não ver tv, (quase) não ver redes sociais - Sair sem telemóvel - Pensar 300 vezes ao dia que devia mudar de vida para algo mais próximo disto, todo o ano, e já, e para sempre. (Não estou preparada para voltar à ditadura da vida real...)
Eu e o café temos uma longa história desde a minha adolescência. Já passámos por várias fases: de vários anos a colocar-lhe um pacote e meio de açúcar; (shame on me) passei a um pacote de açúcar; daí para meio pacote durante muito tempo; depois para duas bolinhas de adoçante; mais tarde para uma bolinha de adoçante e assim ficámos uma eternidade. Eis que hoje, pela primeira vez, tomei café sem absolutamente nada adicionado. Estou num misto de emoções entre o orgulho pelo meu progresso e o receio de que isto seja o fim de uma relação de longa data...
Dentro de 6 meses terei 50 anos, terei mais passado do que futuro e há coisas com as quais não me consegui ainda conformar ou perdoar, ou, pelo menos, dias em que penso demasiado nisso. Que o meu avô tivesse partido demasiado cedo e me tivesse deixado sem os seus olhos de amor e orgulho nos momentos mais importantes da minha vida; que não tivesse conhecido o bisneto que lhe herdou o nome e a beleza; Que demasiadas vezes me tenham julgado por outras circunstâncias que não o carácter, o mérito e a competência e tenha tido sempre de dar mais provas do que todos os meus outros pares; Que me deixasse crer que não era suficiente para alguém; Que tivesse estado no mesmo tempo e espaço com quem precisava e queria estar sem que a vida o fizesse acontecer; Que tenha deixado de dizer e fazer o que queria vezes demais com medo de desiludir alguém; Que a recordação da gravidez e nascimento prematuro dos meus gémeos sejam da ansiedade, do medo e das lágrimas e que não tenha procurad...